Díario de Fenton

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Díario de Fenton

Mensagem por Fenton em 31.08.14 13:55

Primeira Fase

Fenton nasceu em 1936 em Londres na Inglaterra, filho de uma Bruxa com Sangue de Succubos e Gene Mutante e de um Demônio pouco conhecido chamado Ahaziel, inicialmente chamado de Victor Gabriel Saucer Wedge o rapaz viveu uma mentira durante todos os seus primeiros 16 Anos, quase nada mostrado para ele era verdade nem mesmo as relações de tua mãe e a verdade sobre a natureza do rapaz, eventos posteriores fizeram com que Victor se tornasse Fenton, uma criatura parte humana e parte demônio obediente ao Lord Mefisto, herdando os poderes de teu pai o jovem podia descobrir e se aproveitar dos pecados daqueles que os cometessem o que lhe concedeu a fama de bruxo, preso numa forma infantil pelo próximos anos a mente do rapaz sempre teve também suas pertubações apresentando também dificuldade de amadurecimento e distúrbios graves envolvendo bipolaridade, alucinações e múltiplas personalidades, acompanhado de sua gata imortal Luna veremos aqui nessa primeira fase detalhes sobre as primeiras décadas de existência de Fenton.

~~~



Ficha Técnica:


- Nome Humano: Victor Gabriel Saucer Wedge
- Nome Atual: Fenton
- Especie: Meio-Demônio
- Tipo: Pecados
- Especificação: Fenton possui a habilidade de descobrir e utilizar dos pecados de outros, por enquanto ele se mostrou capaz apenas de descobrir segredos e fazer as pessoas se sentirem obrigadas a expor seus pecados de forma estupida e vergonhosa, porém efetiva.
- Tipo Sanguino: B +
- Data de Nascimento: 15/Out/1936 (Libra/Rato)
- Orientação Sexual: ?
- Diagnóstico Mental: Apresenta traços graves de bipolaridade, múltiplas personalidades e alucinações, pode mudar de comportamento com facilidade e sua personalidade aparentemente se alterna até então entre uma criança perturbada, uma fera esfomeada e um jovem consideravelmente inteligente e calculista, nos três casos ele apresenta graus de periculosidade, relatos informam que ele possuía uma quarta personalidade feminina, mas não existem provas circunstanciais.
- Recomendação: Manter em Supervisão e/ou em Custódia.
- Observações: Habilidoso com Machados.
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Fenton
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Re: Díario de Fenton

Mensagem por Fenton em 31.08.14 15:03

War PT.1

Vietnã

12 de Outubro de 1966 - 10:13 P.M

Estar numa guerra que não é minha, numa situação que não fui preparado para participar, num cargo que não fui treinado para exercer, contra pessoas que não conheço e numa terra Tropical que só chovia, era essa a minha situação.

Um rifle na mão, a mente no porão e o coração num caixão, um soldado é ser isso e um pouco mais... ou menos, obedecer cegamente um sargente, um coronel, um velho gordo babaca incapaz de levantar um revólver novamente, ser um soldado é ser um cabeça de lata incapaz de pensar por si mesmo, é não temer a morte até que seja tarde demais e nem um passo ou um milhão podem lhe salvar da bala que rasga teu peito ou temer a morte, mas mesmo assim seguir em frente, é morrer por uma pátria amada que irá esquecer teu nome tão rápido quanto a morte de seu parceiro de guarda, mas talvez sejam mais rápidos em esquecer você do que a sua lenta e dolorosa morte nos tuneis de ratos.

Era 12 de Outubro, uma noite quente tipica daquele país irritante no fim do mundo, mesmo com a chuva quase torrencial que entrava em nossas botas, encharcava nossas meias e nos dava frieira e em alguns chulé, os calçados a tanto desgastados faziam nossos pés calejarem, desgastarem, estourarem e rasgarem, apodreciam em carne viva, uma dor excruciante atras da outra.

Naquela noite tínhamos uma missão, eu e mais sete, estávamos lutando juntos naquela guerra já a alguns meses e até mesmo confesso que uma amizade quase fraternal surgia ali, para eles eu era um tipo de irmão caçula, tinha conseguido ser convocado naquela época (o que foi um enorme descuido meu) e com a minha condição Demoníaca eu parecia mais jovem do que todos os Americanos que encontrei naquela Região que lutava ao lado do Vietnã do Sul e dos Estados Unidos (Bobagem minha, como se algum Americano lutaria a favor do Norte e dos Soviéticos), com os meses eu adquiri o respeito daqueles que eu me referia como "irmãos de guerra", havia Sullivan, Frederick, Doc "B-11", Shaell, Gonzalez, "J.C" e Marco, cada um diferente do outro e de longe Sullivan se destacava com seu senso de liderança e capacidade de sobrevivência, era forte e imponente, fazia fama até mesmo com as garotas Vietnamitas da região Sul daquele país mesmo que ele mesmo não se importasse, era sério demais, brincávamos chamando-o de "New Captain", uma menção ao Capitão América.

Mas isso tudo não importa, estou certo? Você quer saber o que ocorreu naquela noite, então tá, se para o pelotão cujo qual eu pertencia eu era apenas uma criança perdida no mato, para meus superiores eu era uma chance unica, um rapaz pequeno, magro e esguio se comparado com meus companheiros soldados eu era uma arma e tanto para ser enviada aos "Tuneis de Ratos", me esgueirar pelas vilas subterrâneas dos Viet, eu até que era bom nisso e naquela noite era essa a ordem, nos movemos floresta a dentro na procura de informações sobre um possível líder dos comunista, este cara que procuravamos informações era genial, um quase diplomata, porém ordem é ordem e tínhamos suspeitas de que haviam informações sobre ele na região de um vilarejo do Vietnã Comunista, estávamos longe de Saigon que era o mais próximo de uma casa que possuíamos então o desconforto e o medo era sentido quase que palpável no ar, apenas Sully mantinha sua postura e sua confiança que alimentava as forças do Pelotão, avançamos por uma floresta densa e úmida com medo de cada som estranho que ouvimos, qual era a lógica daquilo? Enviar soldados Americanos numa no território do inimigo de noite, era burrice, mas tínhamos que ir do mesmo jeito, quando chegamos na área nos deparamos com um pequeno acampamento, havia 3 Vietcongues naquele lugar e foram rapidamente mortos, não por mim, nem tive tempo de levantar a arma, quando avançamos para dentro do acampamento notamos que era aquele o ponto das coordenadas, perdemos uma hora para a confirmação da "Inteligencia" via radio e para achar a entrada dos Túneis, um caos, ninguém gostava ou tinha predileção para entrar nos tais locais, mas ainda assim alguém o faria então dividimos o grupo em 3, eu e Shaell que era magrelo, usava óculos e parecia ter saído de uma Faculdade de Economia iriamos seguir pela esquerda, havíamos nos voluntariado, queríamos... mostrar nosso valor e de qualquer forma para o cumprimento da missão não tínhamos escolha, para a direita iria Frederick, J.C e B-11 que era um túnel maior, mais amplo, enquanto Sullivan e Marco iriam fazer a guarda no acampamento em cima na saída do Túnel.

Eu fui na frente, era difícil andar por aquele local, o medo era uma característica presente a todo instante, mas um soldado tem que se adaptar a isso, os Tuneis eram conhecidos pelas armadilhas a todo momento, você poderia pisar num fundo falso e enfiar metade do teu corpo contra cacos de vidro sujos de merda apenas para infeccionar, ou abrir uma portinhola que esconde alguma serpente venosa ou...

Se arrastar por um buraco seguido por um amigo que poderia se tornar o mais jovem milionário dos Estados Unidos não é em situação alguma uma situação agradável, eu não tinha vida desde que Mefisto me presenteou, mas Shaell? Ele tinha um futuro, certamente tinha, o rapaz resolvia contas de matemática em 5 segundos o que eu levava uma vida para resolver ou pelo menos guardar a "Fórmula", ele era incrível, porém estava no lugar errado, a cada passo que dávamos naquele lugar um punhado de terra despencava sobre nossas cabeças, o uniforme em nossos corpos anêmicos (Porque não tinha como ser saudável comendo o que comíamos) que tinha tecido de sobra outrora fossem verdes agora estavam quase que por inteiro marrons, "Não se preocupe, esses Vietcongues vivem nesses tuneis, eles não caem com frequência" falei para Shaell tentando deixa-lo mais calmo ja que ele parecia estar prestes a ter um ataque cardíaco a cada coisa "estranha" que acontecia ao nosso redor, o que pode ter ajudado a ele mais do que a mim mesmo, por um breve momento temi descobrir ali que o coitado tivesse asma, mas por sorte não ocorreu, fizemos curvas e mais curvas, descidas e mais subidas variando de lugares amplos o suficiente para se locomover praticamente de pé e outros tão baixos que apenas deitados era a forma de locomoção, havia algo de estranho, em todas as minhas campanhas naqueles tuneis eu nunca havia demorado tanto a achar algo, o solo estava mais solto, o teto dos locais menos rígido.

Mesmo com o temor e a desconfiança avançamos, avançamos até encontrar uma descida, sabíamos que encontrar lugares assim nunca era uma boa ideia, mas assim que tentei virar minha cabeça para me comunicar com Shaell minha mão escorregou, derrapei no topo da descida e num total e descuidado deslize despenquei até o fundo da descida de cabeça, fique provavelmente na situação mais desconfortável existente num local como aqueles, de ponta cabeça com todo o meu peso pressionando meu pescoço e cranio contra o solo, simplesmente não havia espaço para me locomover ou até mesmo ar e forças para falar direito, com esforço gritei para que ele me ajudasse.


Continua...


Verde = Flashbacks

Dourado = Relatos





Day: 12/Out Place: Vietnã Com: Shaell e PelotãoStatus:LutandoUsando: Uniforme Militar Norte-Americano da Guerra do Vietnã. [/url]

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Re: Díario de Fenton

Mensagem por Fenton em 31.08.14 22:16

War PT.2

Vietnã

12 de Outubro de 1966 - 10:13 P.M




- Sha... Sha... Me ajude.

Meus deuses, eu havia caído, meu corpo inteiro pressionava minha cabeça contra o solo de uma forma tão assombrosa que jurei que ele mesmo faria meu pescoço quebrar, tudo o que eu via era terra e só depois de alguns segundos pude ver meu amigo no topo da descida, seus olhos azuis por de trás dos óculos redondos e de armação grossa indicavam medo e panico, por um breve momento pensei que ele não faria nada, apenas ficaria me observando congelado no topo daquele maldito lugar eu perder as forças de meus braços e sofrer ali até definhar e morrer, como um sopro de vida seus lábios tremeram e ele finalmente me respondeu.

- Eu... eu ja estou indo, vou tentar pegar sua perna, empurre o solo com seus braços...

- EU SEI!

Gritei entrando em panico, meu coração ardia, terra e poeira entravam em minhas narinas e boca, o pior sabor do mundo, eu não queria ter gritado, o assustado mais ainda, mas mesmo assim o fiz.

- Descul... pa. - Pedi atordoado.

- Foi minha culpa, eu devia ter ajudado você logo de cara.

Logo depois que ele terminou de falar vi com toda a dificuldade do mundo, mas vi a bondade nos seus olhos, não que isso fosse incomum, Shaell provavelmente era uma daquelas raras pessoas que a maldade ou os pecados não fazem parte de seu "ser" e eu sabia disso mais do que qualquer um, seu corpo se curvou na curva que levaria a descida e ele esticou seu braço direito na esperança de chegar na minha perna então ele derrapou e quase caiu se segurando na parede e voltou a se esforçar até que ele conseguiu agarrar meu tornozelo da perna direita, eu sorri e pude ver o sorriso no rosto dele, me enchi de esperança pensando que eu tinha uma chance, mas a esperança se esvaiu tão rápido quanto chegou, vi uma ponta surgir da parede ao lado de Shaell, uma ponta conhecida de um rifle se projetando para fora de uma portinhola que eu não havia percebido e nem meu amigo, era uma armadilha comum e eficiente e difícil de descobrir quando vai ser usada, matar o soldado de tras para impedir a passagem daqueles que estiverem na frente, um tiro e o sangue do meu amigo pintou o lado posto da parede levando também dele um pedaço de seu óculos e um de seus olhos, o cadáver de Shaell então despencou largando meu tornozelo e por um centímetro a minha frente chocando sua cabeça contra o solo logo a minha frente me prendendo com forçar contra a parede as minhas costas, eu agora estava de ponta cabeça e de costas para a sala que se abrigavam meu inimigos, os assassinos do meu amigo, mas era exatamente o corpo dele que impedia que eu me locomovesse, ao melhor observar seu rosto depois que a poeira abaixou vi que onde devia haver seu olho esquerdo existia apenas um buraco de carne e sangue escarlate, seu pescoço partido ao meio expondo um de seus ossos, sua face coberta de sangue e de sua boca e apenas um tipo de tosse foi o "adeus" que pude ter, uma tosse que jorrou um jato daquele horrível liquido escarlate no meu rosto e na minha boca, ele estava morto e eu chorei.

- Shaell!

Eu gritei.

- SHAELL!

Eu urrava de frente do cadáver do meu amigo, meu peito ardia e meu coração parecia desfalecer e seu sangue escorria em minha face junto das minhas lagrimas, suor e saliva, meu próprio sangue estava indo para a cabeça e comecei a tossir desesperadamente enquanto chorava, eu sentia meu corpo se rompendo, minhas costelas rasgando meu próprio pulmão e era como se eu sentisse Shaell deixando o lugar, eu queria poder abraçar o cadáver do meu amigo e salva-lo de algum jeito, mas nada mais podia ser feito.





Não sei quanto tempo eu passei ali, sozinho com o corpo de Shaell, nem teria como contar porque eu apenas chorava e urrava de raiva, xinguei todos os vietnamitas que conheci desde quando pousei naquele pais e que já tinham apontado uma arma para mim, só parei de xingar quando vi no topo da curva de onde Shaell havia caído Luna, ela estava ali como num passe de magica, a mesma havia desaparecido desde o primeiro dia que cheguei no Vietnã e agora ela repousava no topo daquele lugar, ela miou num tom de curiosidade e se deitou me olhando, do outro lado da parede pude ouvir tiros, ouvi os Vietcongues gritando e depois ouvi Inglês, tiros novamente, quando o combate cessou pude ouvir eles falando, reconheci algumas vozes, entre eles Marco e Sullivan que deviam estar do lado de fora daquela enorme baderna e Luna ja havia sumido.

"Rápido, temos que encontrar o Saucer e o Shaell"

Sullivan falou.




Meu pelotão estava ali, do outro lado da parede, não devia estar a mais de 10 Metros, acho que o caminho que os meus colegas haviam seguido tinha levado ao caminho certo, aquele que chegaria na sala, suspirei esperança.

- Aqui! Na parede, estou aqui. - Gritei tentando avisa-los.

- Saucer? É você? Saucer você esta bem? - A voz era de Doc que devia ter encostado na parede.

- Saucer, cadê o Shaell? - Marco falou.

- Ele... ele esta morto e eu estou preso numa descida, estou com todo meu peso sobre minha cabeça, não consigo sair sozinho e... atiraram no Shaell cara... atiraram nele, ele esta morto. -

Minha voz falhava, era difícil respirar naquela situação, era difícil até mesmo se manter vivo naquela situação, um rápido silencio dominou a situação.

- Temo que salva-lo. - Gritou Marco.

- Não... não tem como. - Agora era Sullivan, ele gaguejou, por um pequeno momento ele não tinha certeza do que ia dizer e aquilo fez com que meu corpo inteiro arrepiasse, era como se cada fibra de meu "ser" tentasse deixar bem claro para mim que agora não havia mais chance.

- Nós temos...

- Não, não podemos. - Sullivan cortou Doc e logo continuou. - Garoto, tem um bombardeio confirmado para essa região em 10 minutos... não... não tem como chegarmos até ai, não tem... como tirarmos você dai.

Eu nunca tinha ficado em tanto panico, eu estava condenado, não tinha como eu sair dali nem mesmo tinha o que ser feito para que isso fosse resolvido, Sullivan estava certo, Shaell morreu para tentar me salvar, mas logo me encontraria com meu amigo.

Doc, Frederick e Gonzalez reprenderam Sullivan, pude ouvir suas mãos detonadas pelos combates anteriores surrando a parede de terra que nos dividia, ela era mais poderosa do que parecia, uma lagrima escorreu pelo meu rosto quando vi que era uma batalha perdia.

- Saiam. - Gritei. - Saiam daqui.

- Não. - Gonzalez respondeu, entendo o pesar dele, talvez um dos mais velhos do pelotão tinha dois filhos em casa, acho que ele havia visto em mim suas próprias crias.

- Saiam. - Falei em baixo tom. - Saiam. - Agora gritei com bastante força.

- Mas... - Algum deles falou. - Não podemos deixa-lo ali.

Eu até mesmo queria explicar, falar que ja vivi anos demais e que talvez meu tempo realmente tenha chegado ao fim, mas do que adiantaria tentar explicar?

- Apenas vão, essa é a ultima chance de vocês, vivam suas vidas por mim e por Shaell, Gonzalez, cuide de suas crias, os outros se casem, vivam, por favor... eu aceito o que tiver que ser.

Falei agora um pouco sorrindo, um final heroico? Eu gostava de como isso soava, um final heroico para Fenton, o Demônio.

- Nos perdoe.

Ouvi Marco dizendo.

- Não tem o que perdoar, apenas saiam, sobrevivam e vivam.

Respondi.

- Não esqueceremos de você, pequeno garoto.

Terminou Sullivan.

- Obrigado, essa é minha ultima luta ao lado de vocês, meus amigos, Adeus.




Então eles saíram e fiquei sozinho com o corpo de Shaell escorrendo seu sangue a minha frente, vazando pelo buraco em sua cabeça, tentei contar os minutos mesmo que isso me deixasse mais aflito, um por um eles passaram enquanto apenas o silencio podia ser ouvido no subsolo, até que finalmente meio que de surpresa um enorme estrondo que foi seguido por alguns outros, *bum* *bum* *bum* eu pude ouvir um por um seguido pela terra desmoronando, os impactos contra o solo fizeram por uma enorme ironia do destino despencar a parede atras de mim derrubando Shaell sobre mim e eu sobre os Vietcongues mortos pelos meus colegas de Pelotão, a terra desmoronava ao meu redor e apenas me levantei e me arrastei para perto da parede inteira mais próxima, a saída por onde deduzi que meus parceiros entraram agora estava bloqueada por pedras e terra, a escuridão do local era quase total sendo agredida apenas por uma unica tocha ainda acessa e cada vez mais terra caia mesmo depois dos estrondo das bombas cessarem, durante todo processo mantive meus olhos fechados esperando com certo medo e alivio ser atingido na cabeça e morrer ali apagado, mas isso não ocorreu, quando abri meus olhos a escuridão ainda era completa, tateando o solo e as paredes ao redor percebi que estava enclausurado ainda mais, não devia estar a menos de um metro da parede mais próxima e a terra sobre minha cabeça não devia estar a 10 centímetros do meu capacete que por acaso eu não havia removido até aquela hora, notei que o impossível havia acontecido ali, eu havia ficado no que provavelmente era o único ponto daquele maldito lugar que não havia sido coberto por terra, aquilo não era uma obra da sorte e sim de Mefisto, só podia ser ele brincando com minha vida, cansado e decidido a não esperar muito mais removi o capacete da minha cabeça, passei minha mão pelo meu couro cabeludo que eu havia raspado quando havia chego e acendi um isqueiro, presente dado para mim pelo "Pessoal", minha ultima lembrança, sorri enquanto vi a luz das chamas crepitar dividindo com ela todos o oxigênio do ar ao meu redor, eu não havia morrido uma vez sequer antes daquele dia, eu não sabia o que ia ocorrer e acima de tudo não tinha ideia do meu destino, percebi que a ultima coisa que gostaria de ver eram as chamas de um isqueiro dançarem sob uma música macabra que era o silencio pós a destruição, sorri naquela noite e depois as chamas se apagaram.






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