Diário Alexandra Le Fay

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Diário Alexandra Le Fay

Mensagem por Harkness em 10.06.14 19:11

Diário

Neste diário você irá descobrir tudo o que se passou na minha vida. Um aviso: Se não tem estômago, não leia !
 
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Harkness

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Re: Diário Alexandra Le Fay

Mensagem por Harkness em 28.06.14 19:52








20/10/2007

Meu corpo ia caindo, caindo num despenhadeiro negro, cujo unico som que se fazia presente eram os ecos dos meus gritos.
Não tinha fim.
Acordei assustada, dos meus olhos saíam lágrimas e da minha pele suor. Passei um bom tempo encarando a parede de frente a minha cama, tentava regularizar a respiração enquanto me lembrava do motivo de ter acordado daquela forma.
- Maldição - Falei, enquanto me levantava e ia até um criado mudo, o único móvel que permanecia no quarto além da cama.
Coloquei um pouco de água num copo e voltei para a cama.
"A falta desses remédios está me matando.. " pensava, enquanto olhava a lua através da pequena janela com grades que estava na parede norte da sala.
Depois de um bom tempo olhando para a lua, e pensando em como fazer para me livrar da dependência do remédio de uma vez acabei caindo no sono, e logo o sonho chegou.
Dessa vez eu estava num belo restaurante, a decoração era no estilo oriental e através da janelas, era possível ver a neve caindo lá fora.
Ao contrário dos dias normais, o restaurante estava vazio, apenas um grupo com no máximo 20 pessoas se fazia presente.
Grandes mesas foram juntadas, e nela homens e mulheres muito bem vestidos apreciavam uma boa conversa e um bom vinho.
Haviam duas coisas fora de contexto naquela cena.
1º - Em contradição ao restante do restaurante, o local onde as mesas estavam era parcialmente mais escuro, dando um toque sombrio aquelas pessoas.
2º Entre todos os homens e mulheres, havia uma garota de cabelos pretos e olhos azuis, possuía apenas 15 anos e estava radiante em seu vestido vermelho.
- Este aqui serão os seus subordinados quando a liderança for entregue a você - Falou um homem de terno escuro, que sentava-se á ponta da mesa para a menina.
Um sorriso apareceu nos lábios da menina, encarando cada um naquela mesa.
Antes que algo mais pudesse ocorrer, uma explosão foi ouvida e as portas do restaurante se abriram .
Homens mascarados entraram com armas nas mãos, tiros começaram a ser disparados, enquanto todos os que estavam na mesa sacavam suas próprias armas e trocar tiro com os invasores.
A menina corria por debaixo da mesa, e numa súbita curiosidade de saber o que estava acontecendo, ela afastou o pano que cobria a mesa e olhou para o resto do restaurante.
Seu pai estava caído no chão com a arma caída ao seu lado e uma poça de sangue baixo dele.
A garota gritou, parecia perdida e irada, de repente toda a escuridão daquele local aumentou, parecia que as lâmpadas haviam sido apagadas, pois uma densa neblina tomou conta do ambiente, fazendo com que a visibilidade ficasse praticamente Nula.
Os olhos da menina brilharam num tom branco, tentáculos escuros como sombras se formaram ...

Os olhos de Alexandra se abriram novamente, os primeiros raios do dia entravam pela minúscula janela, a menina olhou para o teto e assim permaneceu, tentando entender o porque daquele sonho ser tão familiar.


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Re: Diário Alexandra Le Fay

Mensagem por Harkness em 27.07.14 17:12








Mais uma noite fria naquele inferno branco em que eu estava presa a pouco mais de um ano.
Como de costumo, a enfermeira havia adentrado "meu quarto" afim de me entregar os remédios dos quais eu vivia dopada.
Há pouco tempo eu havia completado 16 anos, e muitas, muitas coisas haviam mudado.
Uma das coisas que mudaram foi o meu medo do escuro, era estranho, porque nada mais me apavorava do que o escuro.
Numa noite, acordei assustada, e todo o local estava banhado na escuridão, e pela primeira vez, eu não me senti mal, pelo contrário, me senti muito tranquila como nunca antes.
Já a 6 meses sem tomar nenhum medicamento, comecei a pensar que a dependência estava me fazendo ver coisas, afinal, durante a noite eu conseguia ver animais feitos de sombra por todo o meu quarto.
Com o tempo, tais animais não apareciam somente a noite, e se o lugar onde eu estava não tivesse só loucos, eu até acreditaria que realmente eles também podiam ver aquilo.



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Re: Diário Alexandra Le Fay

Mensagem por Harkness em 21.08.14 12:03








Lembro-me que logo depois que escapei do sanatório, me escondi no primeiro avião sem saber seu destino e algumas horas depois, estava pisando em solo americano. NY para ser mais exata.
Eu não conhecia ninguém, nenhum lugar e mal sabia o que fazer.
Enquanto andava em uma das gigantescas avenidas da cidade, me perguntando o que eu iria fazer olhei para um jornal que estava caído na calçada.
"ladrão misterioso ataca novamente"
A matéria contava a história de um ladrão que estava atacando museus, lugares históricos, bancos, mansões de celebridades... Ele entrava e saía sem ser visto.
-Uau - fora somente o que eu havia conseguido expressar depois que terminei de ler a matéria.
Andei por mais um tempo até que finalmente me veio uma ideia, eu também poderia fazer aquilo.
Não seria muito fácil no começo, eu não sabia onde roubar, como o sistema de segurança funcionava e havia acabado de descobrir meus poderes sombrios. Mas era a única opção.
Pouco tempo depois, já em outra rua, consegui roubar um guia turístico e comecei a minha pesquisa.
Passei o dia olhando museus e galerias, sendo atenta ao número de seguranças e alarmes.
" Não parece tão difícil " pensei, enquanto saia do ultimo Museum, o qual eu havia decidido que seria meu primeiro alvo.


Meia noite


Pouco antes da meia noite, eu havia rodeado o Museum afim de não chamar atenção, usando meu teleporte sombrio, criei uma passagem para dentro do local. Tudo parecia bem diferente a noite, um pouco mais sombrio talvez.
Ouvi passos adiante, e criei um clone das sombras.
- Vai para o outro lado, enquanto eu termino aqui, se chegarem no corredor oeste, chame a atenção deles - logo em seguida meu clone desapareceu, indo fazer exatamente aquilo que eu havia mandado.
Peguei algumas estatuas e vasos, eu não queria ter o trabalho de carregar quadros.
Antes que algo pudesse dar errado, saí de lá da mesma forma que entrei e fui até uma loja de penhores que funcionava 24 horas.
" NY é mesmo incrível " pensava, enquanto adentrava a loja
Um senhor nada amigável me atendeu, e quando mostrei o que gostaria de penhorar ele levou um susto, seu rosto havia ficado pálido e ele havia começado a sua.
Seu tratamento comigo também havia mudado, ele se referia a mim como fantasma enquanto eu me perguntava o porque.
O homem me pagou uma quantia de mais de 100.000 R$ e perguntou se eu poderia fazer um trabalho por encomenda.
Olhei ao redor da loja pensando e concordei com aquilo, avisei para o homem que voltaria no dia seguinte para obter maiores informações sobre o "trabalho" e saí, indo em direção a um hotel que havia visto lá perto.
"Fantasma" ficava repetindo aquilo em minha mente enquanto tentava entender o porque daquilo ser tão familiar.
Passei por um jornal jogado na rua enquanto adentrava o hotel.
"Só pode ser brincadeira, o otário me confundiu com o ladrão misterioso" pensei, enquanto dava risada comigo mesma e começava a falar com o atendente do hotel.




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Re: Diário Alexandra Le Fay

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