Diário do Gary O'Donnell

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Diário do Gary O'Donnell

Mensagem por Gary O'Donnell em 24.08.14 20:33

Diário do mutante da Academia X contando suas aventuras no curso de medicina antes de entrar na Academia X.

EM BREVE...
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Gary O'Donnell

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Re: Diário do Gary O'Donnell

Mensagem por Gary O'Donnell em 29.08.14 12:06

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CAPITULO 1 - Minha mãe ficou cega... mas ai depois enxergou de novo.

Me lembro quando tinha 13 anos, TUDO na minha vida era comum: Eu era um garoto comum em um colégio comum, que tinha amigos comuns, gostava de coisas comuns, os programas que eu via na televisão eram comuns... minha vida era tão comum que quando minha mãe fazia algo diferente na janta eu abria um largo sorriso, feliz de sair daquela maldita rotina comum.

Meu pai saiu de casa para comprar cigarro quando eu tinha uns 2 ou 3 anos, acho que fui a última vez que eu o vi, digo "acho", pois se eu visse ele na rua algum dia desses eu provavelmente não reconheceria. Minha mãe cuidou de mim sozinha, mas creio que ela fez um bom trabalho... afinal, eu ainda não matei ninguém... ainda. Escrevi tudo isso para as pessoas que lerem esse diário entenderem que a proximidade com minha mãe é grande e que ela será constantemente presente nas situações que contarei aqui.

Voltando aos meus 13 anos de idade, me lembro que na época a única coisa que me diferenciava dos outros garotos era que eu fazia parte do time de basquete do colégio (na época eu não gostava tanto de medicina e genética como hoje). Justamente por fazer parte do time de basquete, eu frequentemente estava jogando basquete na quadra do colégio e foi em um dia comum de minha vida, jogando basquete, que algo inevitável me tornou "incomum", fazendo toda minha vida mudar.

Eu me lembro bem, estava jogando basquete com amigos, e então um garoto mais alto e com bem mais massa corporal que eu (que inclusive atualmente ele seria chamado de "obeso") se "jogou" contra mim, talvez tentando roubar a bola, talvez tentando me matar, talvez só sendo "obeso"... não sei... o fato é que ele me atingiu em cheio e eu, um garoto comum, caí de forma brusca e abrupta, naquele momento um forte estalo foi ouvido, eu não tenho dúvidas que aquele momento foi o que mais senti dor na minha vida... Imediatamente senti minha canela mole e meus sentidos sumirem com a forte dor... eu tinha quebrado a perna e logo em seguida desmaiei. A medicina explica que a perda dos sentidos momentânea, o desmaio, por conta de uma forte dor, é uma resposta ao cérebro para aliviar essa dor.

Acordei no hospital com minha mãe me encarando enquanto eu estava deitado em uma cama com minha perna engessada, ela parecia bem brava. Logo que acordei percebi que minha perna estava quebrada e a dor era imensa. Antes de eu conseguir explicar algo a minha mãe ela já gritava comigo me chamando de irresponsável, encrenqueiro, e falando que eu iria sair do time de basquete. Naquela época era o time de basquete que me fazia feliz, que me tornava diferente, que fazia eu ser "algo" além de um garoto comum. Eu fiquei triste, e sinceramente, bem irritado por estar tomando uma bronca sem ter a menor culpa de ter fraturado a perna... era tudo culpa daquele garoto "OBESO", lembro que fiquei muito irritado e queria responder e explicar a situação para minha mãe enquanto ela, muito brava, não parava de me dar um enorme sermão... e aí do nada eu soltei um grito de raiva, descontrolado psicológicamente.

Após o meu grito, minha mãe parou de falar imediatamente, e começou a chorar colocando as mãos no rosto, a príncipio achei que ela tinha ficado muito chateado por eu ter "gritado" com ela, mas foi aí que vi que algo estava errado. Minha mãe gaguejava dizendo estar "cega", eu me assustei, sabia que de alguma forma eu tinha feito aquilo. Minutos... horas se passaram com minha mãe na UTI... temiam que ela pudesse estar com algum problema sério.

No dia seguinte, ainda no hospital, a enfermeira me procurou e me informou que minha mãe tinha voltado a enxergar. Tudo ficou bem de novo, e minha mãe nunca mais teve nenhum problema de visão... mas eu tinha descoberto que eu teria muitos problemas... eu era um mutante.
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Re: Diário do Gary O'Donnell

Mensagem por Gary O'Donnell em 11.09.14 22:23

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CAPITULO 2 - Minha experiência com garotas no colegial.

[justify]Pode não parecer, mas nunca me dei bem com garotas, sempre fui o cara "bonitinho" que quando abria a boca afastava as garotas, e não porque eu não sabia conversar com elas, eu até sabia, afinal assistia muitos vídeos ensinando a lidar com "mulheres", na verdade meu problema era não falar o que elas queriam ouvir. Eu era um jovem garoto, filho único, tentando impressionar garotas no colegial mas sem um carro legal, sem dinheiro, sem roupas de marca e pior... sem assunto.

As garotas que estudavam comigo no colegial não gostavam de falar sobre coisas que eu gostava de falar. Medicina, elas odiavam, principalmente quando eu começava a falar de anatomia pois me achavam um tarado por saber onde ficava o pâncreas delas. Genética, era um assunto pouco explorado na época e característico de "nerds", e infelizmente pouco atraia jovens garotas. Basquete, atraia as garotas que gostavam de esporte, mas quando elas descobriam que eu não fazia mais parte do time de basquete e que eu não era amigo do "cara bonito do time" elas paravam de falar comigo. Resumindo... a minha relação com mulheres era péssima.

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