Capitulo 03 - Momento de Paz

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Capitulo 03 - Momento de Paz

Mensagem por Victor von Doom em 29.05.14 16:26




A um mês atrás: A Declaração

Seja por hologramas ou tv, todos seres especiais vislumbravam uma imagem escura e aos poucos uma figura ia surgindo nela, o rosto era conhecido e característico, se tratava de Victor von Doom, que pela maioria era conhecido apenas como Dr. Doom. Ele falava com uma intonação grave e metálica ao mesmo tempo, enquanto gesticulava - Esta mensagem tem como alvo, mutantes e outros seres dotados de algum tipo de poder. Sei onde vocês vivem, onde se escondem, conheço os seus familiares, em resumo sei muito sobre vocês. Vocês são os únicos que possuem alguma capacidade superior aos demais mortais, os únicos que poderiam pensar em oferecer alguma resistência a mim. Porém será inútil lutarem contra mim, sendo perdas desnecessárias... Agora vou direto ao ponto,  irei governar este mundo e torna-lo um lugar melhor, irei colocar em cada um de vocês isto - Doom mostrava uma pulseira fina metálica - Ela garantirá que nenhum de vocês usem os seus poderes para ir contra a minha vontade, podendo usar apenas para outros fins. Os que se opuserem contra isto serão severamente punidos. Aos descrentes, saibam que possuo amostras de cada um de vocês, para garantir que ela vá funcionar com todos, estas foram colhidas ontem.

Alguns podiam relembrar que no dia anterior tinham sofrido pequenos machucados insignificantes, aos quais ficaram sem entender como se feriram ou o que os feriram, até mesmo o fantasma que sentiu um pequeno corte em sua essência que o deixou intrigado. Logo a mensagem continuava - As minhas tropas estarão se dirigindo aos seus locais para levar os que pretendem se render e eliminar os opositores. Vocês possuem 1 hora, a partir de agora. - A mensagem se encerrava as 7:23.

A um mês atrás: O Caos

Depois da declaração de Doom, o Caos se espalhou pelos países, não era a ameaça de uma pessoa qualquer e sim do Homem que por algumas vezes já conseguiu o poder cósmico em suas mãos, então não era algo a se ignorar. Mutantes e outros seres superiores foram mortos, presos, alguns foragidos e outros até mesmo entraram nas tropas de Doom.

A sonhada Mansão dos X-Men foi a baixo com a invasão, a S.H.I.E.L.D. desapareceu do mapa, vários vingadores estavam desaparecidos, entre outros grupos importantes que também pereceram.

Atualmente: Momento de Paz

Após quase um mês de perseguição, tudo parecia ter voltando ao normal, ou quase isso. Doom havia se tornado um líder mundial. Várias pessoas e mutantes tinham sido contratadas pelo novo "governo", para reconstruir as partes destruídas durante a perseguição de mutantes, além dos contratados existiam os prisioneiros que estavam fazendo serviço comunitário ajudando nas construções. As tropas restantes de Doom começaram fazer parte da "lei" das cidades, atuando junto com os policiais e outros setores de proteção. O momento nas ruas voltavam aos poucos.

Apesar da tristeza de alguns, o índice de criminalidade havia diminuído, porém era um pouco cedo para se formar estatísticas. Muitas empresas já tinham voltado a funcionar, e os serviços públicos já tinham retomado suas tarefas. Presidentes, reis, governadores e outros políticos tinham tido o seus mandatos caçados por acusação de alta traição, apenas cerca de 0,001% deles não tinham sido presos e continuaram com algum cargo politico, aparentemente era por serem inocentes.

Com o passar dos dias, foi colocado anuncio de procurados, oferecendo recompensas pelos mutantes desaparecidos, além de outras "pessoas especiais", que podiam estar ocultos na sociedade ou escondidos em algum lugar. Já outros que tinham se entregado podiam andar livremente pelas ruas usando as pulseiras, como qualquer outro cidadão, e ofende-los por serem "especiais" era crime de discriminação. Já entre os fugitivos, alguns possuíam a pulseira e outros conseguiram fugir sem que colocassem em seus braços, sem a pulseira poderiam ter sérios problemas ao tentar andar pelas ruas, caso fosse detectado por algum robô de Doom.

Não só vitorias, entre os ataques Doom havia perdido o controle do Satélite ao qual rastreava cada uma das pulseiras, alguns boatos falavam que isso tinha sido obra do único que compartilhava o mesmo titulo com Doom, O Homem Invencível, sim Tony Stark. Porém não se sabia ao certo como ele teria feito isso e s ele possuía outros com ele, como os vingadores. O fato era que o Satélite tinha sido destruído e a codificação responsável por rastrear as pulseiras tinham sido hackeadas para não ser criado um segundo satélite. Apesar deste fato, era ouvidos alguns boatos que os robôs de Doom ainda conseguiam detectar portadores de pulseiras próximo a eles, mas não havia confirmação ainda.

Momento de Paz (Resistência de Ferro)
Jogadores:

Denominados como Resistência de Ferro, são um grupo de pessoas e mutantes superdotadas, liderados pelo Home de Ferro, eles lutam para tirar o Doom do poder.

Momento de Paz (Os Sobreviventes)
Jogadores:

Vivem abaixo ou entre a sociedade, se adaptando para não serem pegos. Eles não são a favor do controle de Doom, porém não possuem recursos para ir contra a ele, tentando apenas não serem pegos.

Momento de Paz (Os Rebeldes)
Jogadores:

Grupo de anarquistas, que fazem algumas ações para provocar Doom ou por não serem a favor... Como impedir prisões, fazer ataques a Doombots e outras coisas do gênero.

Momento de Paz (Prisioneiros de Guerra)
Jogadores:

São os mutantes ou seres especiais que foram presos pelas tropas de Doom, estão nas prisões mais seguras do globo, porém não descartam a chance de escaparem.

Momento de Paz (Sem alma)
Jogadores:

São os mutantes ou seres especiais que se entregaram para as tropas de Doom com o intuito de servir a ele. Suas verdadeiras motivações podem ser variadas. Eles vivem espalhados nas "delegacias", como a nova lei.

Momento de Paz (Conformados)
Jogadores:

São os mutantes ou seres especiais se entregaram para as tropas de Doom, para poder viver livremente neste novo mundo. Suas verdadeiras motivações podem ser variadas.



Regras,




- para os que estão entrando agora na trama, descrevam antes de tudo a reação ao A Declaração, O Caos e o inicio do Momento de Paz.

- NÃO HÁ ORDEM DE POSTAGEM

- A PARTIR DE AGORA, ESTA VALENDO AS REGRAS DE COMBATE. Nada de afirmar que acertaram alguém e sempre que usarem um poder postem o poder.

- Os npcs e cenário serão controlado pelo narrador, no máximo façam algumas falas deles e coisas sutis.

- Pulseira, uma vez colocada não se pode afirmar que conseguiu a retirar, se quiser tentar deverá esperar a postagem do narrador para ver se conseguiu.

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Re: Capitulo 03 - Momento de Paz

Mensagem por Fire em 29.05.14 21:51

Antes do caos

- Esse Dr.Doom realmente é um baita maluco...

Falava Albert sentado em uma das poltronas de sua mansão tomando chá e assistindo um episodio qualquer de Simpsons quando a transmissão foi cortada,tentava mudar de canal mas todos mostravam a mesma coisa,sem opção de o que fazer ele parou pra assistir aquela ‘’merda’’ e a cada frase que ‘’o maluco’’ falava Albert dava uma boa gargalhada e comentava com seu mordomo que estava ao seu lado:

-Não dou um dia pra os ‘’X-carinhas ‘’ ou os ‘’maiores heróis da terra’’ se livrarem desse maluco,isso parece até um super sentai,mal sabe o Doom que ele só é mais um vilão da semana.

Albert pegava o prato de biscoitos caseiros que o mordomo havia lhe trazido e comia alguns enquanto o mordomo,aparentemente com medo,falava com ele com um tom de voz baixo:

-O senhor sabe o que o Dr.Doom é capaz de fazer ?

Albert comia mais um biscoito e balançava a cabeça,em sinal de afirmação,o jovem parecia bastante calmo em relação a tudo aquilo que estava acontecendo,acreditava que algum herói iria aparecer e resolver logo o problema,como eles sempre faziam.Mesmo com aquela grande chance de aumentar e destacar seu nome como herói,Albert sabia que não teria nenhuma chance contra Doom,mesmo com todo seu enorme ego e confiança ele sabia que enfrentar um inimigo daquele nível no estado que estava era muito arriscado.

Atualmente


Haviam se passado cerca de um mês após a declaração de Doom,Albert havia se arrependido de ter ignorado aquela declaração e subestimado aquele homem,seu avô havia sido preso pelas tropas de Doom após tentar liderar um grupo contra ele.Apos tal acontecimento Albert havia forjado sua morte na Inglaterra,pois sabia que em algum momento Doom lhe atacaria para evitar que ele se rebela se assim como seu avô havia feito,Albert já estava também ‘’a margem da lei’’ pois mesmo após a declaração de Doom ele o ignorou e não utilizou a pulseira indo se esconder no seu esconderijo na Califórnia ate tudo estivesse resolvido,aonde possui um bunker bem preparado para tudo.

Nesses últimos tempos de ‘’paz’’ ele resolveu agir planejando uma forma de derrubar essa nova ordem mundial e salvar seu avô da prisão de Doom,algo que para ele esta parecendo bem difícil,Albert caminha agora por ai disfarçado assumindo o alterego de Fire,se intitula como:

‘’Um herói que salva as pessoas de bem dos atos malignos do homem de lata Victor Von Doom.’’

Age como um rebelde,evitando prisões,destruindo bases,exterminando os Doombots,entre outras coisas,Albert sabe que isso não vai mudar muito as coisas mas faz essas ações como meio de demonstrar sua raiva por Doom e dar um motivo pra que ‘’o homem de lata‘’ fique nervoso uma vez no dia.Fire sempre age sozinho e deixa sempre sua marca nas sua ações para que assim possa provocar Doom.





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Re: Capitulo 03 - Momento de Paz

Mensagem por Ashley Holmes em 29.05.14 23:15


Ashley Holmes
As inimigas me odeiam mais eu sou só amor , amor & amor ! ♡♡♡



:clynton:

Antes do caos

Era apenas mais um dia entediante na vida de uma das garotas mais ricas da Europa , ela passeava pelas ruas com algumas garotas do seu lado , Ashley era uma mutante camuflada , poucos sabiam de seus poderes. As ruas da Europa estavam em um verdadeiro "caos" as pessoas não falavam outra coisa a não ser "Doom", Ashley não dava muita bola pois achava que diante daqueles tempos nada mudaria e acreditava que esse Doom era um maluco psicopata que não passaria de semanas para ser preso ou morto pelos "heróis" do mundo , mal acreditava ela que o mundo estaria a palmas das mãos de Doom.


Atualmente



Era um resto de tarde frio e nublado em NY , Ashley estava aproveitando cada tempo da cidade grande , quando ela menos esperava em um telão onde passava alguns comerciais , programas e etc escureceu , ela estranhou pois isso não era normal acontecer, de repente o rosto de Victor von Doom aparece por completo na tela, Ashley na hora tomou um susto pois pensou que o "caos" tinha acabado , Ashley estava em pânico pois apesar de concordar com algumas coisas que Doom dizia ela era uma rebelde e não queria receber ordens de ninguém , na visão dela o mundo tinha que continuar da mesma forma que é. As coisas tinham mudado muito desde a ultima aparição de Doom , desde aqueles tempos Ashley teve que aprender a sobreviver e usar seus poderes como defesa, coisa que ela pensou que nunca teria que fazer. A garota nunca tinha passado por nada igual a isso , as ruas estavam inquietas , o transito trancado e muitas pessoas gritando na rua e fazendo comentários do tipo "É o fim" e "Isso não pode estar acontecendo" , Ashley em um gesto de espanto botou as duas mãos na boca para não chorar , algumas lágrimas de pavor estavam prestes a escorrer de seu rosto quando de repente ela parou , refletiu , secou as lágrimas que nem ultrapassar do rosado das bochechas e falou para si mesma "Ninguém pode lhe impedir de fazer o que tiver vontade , você é forte e você vai conseguir o que quiser Ashley" , em passos leves e olhos bem abertos Ashley saiu pelas ruas de NY a procura de algum lugar seguro ou a procura de algum mutante "opositor" , enquanto o tempo se fechava cada vez mais Ashley percebia que algo muito ruim poderia acontecer , eram tempos de "guerra" e em breve o caos iria voltar. Ela buscou algumas lembranças e acabou lembrando que um mutante conhecido que ela avistou na Europa ainda havia lhe falado que os "telepatas" eram super bem vindos a equipe de Doom ,mais ela achava loucura , querer exterminar/dominar uma nação que já era individualista era doido de mais , tudo que tinha acontecido até aquele momento era muito maluco para sua cabeça , agora só o que Ashley queria era ficar longe de Doom e seu exército , Ashley estava disposta a fazer de tudo para não ser capturada por Doom e seu exército !

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Re: Capitulo 03 - Momento de Paz

Mensagem por Victor Ives em 30.05.14 22:46

Não vão nos pegar
Nós vamos correr, nada pode nos parar
Logo se escutarão, risadas e vozes
Além das nuvens, atrás das montanhas
Nós correremos por estradas vazias
Luzes do aeródromo iluminando-te



O Soberano do Novo Mundo.


T.A.T.U, uma banda feminina Russa que descobri apenas quando cheguei nos Estados Unidos a não muito tempo era umas das minhas poucas fontes de entretenimento efêmeras, mesmo que elas já não estivessem mais na moda eu não me importava, sempre odiei a “moda” e a tecnologia incontrolável dos dias de hoje, daria um braço para viver a 100 ou 200 anos atrás mesmo que naquela época não sobrevivesse até os 30 anos, enfim Not Gonna Get Us era a música que ouvia no meu celular enquanto caminhava por New York naquele dia antes de um anuncio suspeito mudar tudo e quem diria que seria a Trilha Sonora perfeita para tão inigualável evento.

Três bisturis montados e devidamente guardados no bolso direito da minha calça protegidos por uma peça 30CM x 30Cm de couro amarrado com outra tira de couro, meu Kit de Primeiros Socorros dividindo espaço com Gertrude na minha bolsa de couro e Alexandra voando não muito distante de mim era toda a companhia e itens que levava comigo além do aparelhinho telefônico que na qual pouco sabia interagir, não imaginava que naquele fim de tarde e começo de noite a vida de tantos mudaria de forma tão inegavelmente abrupta, em todos os televisores, celulares e qualquer outro meio de tecnologia da comunicação apresentava a ameaçadora face da opressão e apesar de sempre fazerem isso dessa vez era de uma forma um pouco mais literal, Victor Von Doom Senhor Soberano da Latvéria, Cientista Renomado, Sobrevivente do Acidente que originou o Quarteto Fantástico e acima de tudo uma das poucas pessoas que me admira dividir o primeiro nome apesar de não concordar com seus ideais aparecia em todos os lugares anunciando com toda a pompa que poderia se esperar de alguém como ele. – “Esta mensagem tem como alvo...” – Ele começou a falar e eu ouvia atentamente o que ele havia para dizer enquanto acelerava o passo, tinha que sair dali, não era difícil deduzir o que poderia acontecer depois daquilo, imaginei muitas possíveis coisas, um ataque terrorista, uma invasão de um grupo novo de vilões enfim se tratava de Doom, apesar de imprevisível na execução dos planos não havia vilão com objetivo mais previsível e como num infante desenho de pouca complexidade deduzi que ele novamente tentaria “Dominar o Mundo”, em minha mente processava todo plano que há algum tempo atrás havia traçado, ir para as estações de trem e esgotos de New York, eu poderia fazer isso, pois possuía a imunidade certa para os ataques massivos a minha saúde que poderiam ocorrer nesses ambientes sem contar é claro que tanto as linhas de trem e metrô quanto o esgoto me traria acesso a cidade inteira, eu possuía também conhecimento de alguns segredos em ambos, salões abandonados, estações fechadas, galerias escondidas, o subterrâneo de New York tinha tanta história quanto sua superfície. Meu plano estava traçado e em funcionamento e rapidamente poderia cumpri-lo se não fosse por uma pequena situação, Grace Valentine, uma jovem que havia encontrado tempos atrás num Sarau Literário não estava muito distante de mim, poderia deixa-la, poderia ignorar sua existência, não a enxergava como amiga talvez apenas uma boa conhecida, mas seria útil ter companhia nessa empreitada e o anuncio final de Doom foi o estalar perfeito do estopim, o infame vilão enviaria tropas com o objetivo de recolher e eliminar qualquer mutante e super-humano e nem é preciso ser muito genioso para saber do que se trata a tropa de Victor, robôs, e o que eu posso fazer contra robôs? Nada,deduzi que mais algumas pessoas para me acompanhar seria a melhor escolha.

Ameaça Iminente.



Grace assistia tudo num telão de propaganda que reluzia num dos prédios da glamourosa e ameaçada cidade, a teleportadora me parecia levemente focada no que Doom dizia só que seu olhar confiante e pouco preocupado era invejável, eu suava nervoso e ela olhava o telão como apenas mais um programa matinal, sua beleza característica a destacava do grupo de pessoas próximas a ela. – Grace. - A abordei, primeiro ela se virou olhando com certa estranheza talvez pelo pequeno susto que possa ter tomado, mas o olhar estranho continuou agora de uma forma que não consegui entender, talvez fosse minha roupa antiquada que devia ter sido fora de moda até mesmo na época Vitoriana, talvez minhas olheiras ainda piores que da ultima vez que nos vimos já que pareciam estar acumulado sangue embaixo de minha pele ou talvez ela tenha estranhado o simples fato de eu estar falando com ela, mas parecia estar apta a ouvir – Ten... tenho um lug...ar para... ficar, me ajuda? – Falei gaguejando, normalmente gaguejava em situações que me deixavam nervoso (As vezes ficava sem voz, gaguejar já é sair no lucro) e também foi tudo o que consegui falar antes do primeiro robô cruzar o céu sobre nossas cabeças, Nova York era uma terra de Super-heróis, atacar aquela cidade de forma rápida era no mínimo a ação mais inteligente de Doom, um aceno afirmativo rápido foi tudo que vi de Grace antes de começarmos a correr para fora da cidade acompanhando involuntariamente um grupo de pessoas que seguiam a mesma direção.

Os robôs de Von Doom apareciam em massa fazendo grupos de pessoas ficarem acuadas e fazendo muita gente chorar, mas eu e Grace corríamos para as partes mais afastadas do centro, num piscar de olhos ela poderia sair dali e me largar sozinho para morrer junto com outros, apesar de que muito provavelmente eu aceitaria me aliar a Doom se não tivesse oportunidade de fuga. Correr não era o meu forte, a bolsa pesava com Gertrude dentro guinchando enraivecida e havia perdido Alexandra de vista, noite difícil. Dois robôs caíram a nossa frente e assim o grupo se desfez, algumas pessoas fugiram para esquerda e eu, Grace e mais uma garota loira vestindo rosa extremamente parecida com a protagonista de “Legalmente Loira” viramos para a direita, atrás de nós ouvimos gritos, algumas pessoas que deduzi serem mutantes pararam para enfrentar os robôs, acho que morreram e tinha uma criança no meio talvez um artista de rua, que poderes tinham? Será que Doom vai disseca-los? Será que Doom quer alguém para disseca-los? Encantador, eu sei que é, só que gosto mais do sabor da liberdade e se algum dia os heróis salvarem o mundo eu não quero ser o novo Joseph Mengele muito menos passar a eternidade sendo um capataz do Soberano.
Corremos mais alguns metros até que a garota loira que nos acompanhava decidiu seguir para um caminho num beco a nossa direita, nem de longe entendi o motivo, Grace então parou e me encarou por um segundo que naquele momento facilmente se passaria por uma eternidade. – Aonde você quer ir? Diga! – Ela falou de repente, mas logo depois quando minha mente finalmente conseguiu se organizar respondi a ela. – Estamos no Bronx, preciso ir para o Broklyn mais especificamente na Av. Ocean, tem um bueiro naquela avenida que me leva para o esgoto, a partir dele conheço uma sessão de galerias que me levaram a uma estação abandonada, é o melhor lugar que conheço. – Os olhos de Grace ficaram arregalados quando ouviu meu plano, talvez fosse pela parte do esgoto. – Certo, vamos logo. – Ela segurou minha mão e fechou os olhos por um mais alguns segundos, 20 aproximadamente e num estranho puxão que senti em meu corpo nos teleportamos para a Ocean Av. na calçada e imediatamente corri na direção do bueiro que havia mencionado, no Broklyn as coisas estavam mais calmas, os Doombots não haviam chegado ali ainda, algumas pessoas começaram a gritar e correr quando aparecemos e um carro bateu em alguns outros e se Doom não havia instalado o inferno naquele lugar, nós o criamos. Grace me ajudou a levantar a tampa do bueiro o que exigiu de mim pelo menos uma força que eu não teria numa situação comum e quando coloquei minhas pernas para dentro do buraco ele recuou alguns passos. – Você não vem? - A questionei, mas seu semblante indicava que não me acompanharia naquele local. – Não, vai você, eu te acho quando precisar. – Por um pequeno momento fiquei encarando-a, queria saber exatamente o que aquilo poderia dizer, mas não pude ficar mais tempo, agradeci pela ajuda e me joguei no esgoto caindo no chão da galeria, vi a tampa do bueiro se fechando sob minha cabeça e me sentei exausto no solo frio do lugar fétido, abri minha mochila deixando Gertrude saltar para fora e fazer seu reconhecimento do local, o subsolo agora era meu lar.

A Paz e a Insanidade no Reino dos Ratos
Gravação de Victor Ives

“Hoje faz aproximadamente 1 mês desde que Doom se declarou dono do mundo, a partir daí venho me escondendo e sobrevivendo no subsolo de Nova York em linhas de trem, estações abandonadas e as vezes nas galerias de esgotos, pouco contato humano desde quando vim para cá, Grace não apareceu mais desde quando me ajudou a escapar da investida de Doom e o único outro humanoide a aparecer aqui vivo foi Kylle, ele era legal, parecia animado com a ideia de mudar o mundo, gostei dele e foi parcialmente educado apesar de mostrar aflição com os ratos e talvez ele esteja morto, tirando esses momentos eu estou sozinho com ratos, baratas e outros animais vetores e meu único contato com outros seres humanos são com os cadáveres que aparecem com parcial frequência nas galerias de esgotos e becos que me arrisco a ir durante a noite, emagreci, isso foi fácil de notar depois que vim para cá já que minha cueca que usava quando vim já não me serve mais, então fui obrigado a roubar roupas de pessoas nas ruas, mas Kerina me convenceu a entregar minha ultima leva de roupas do membro superior para ela fazer um ninho para seus filhotes então atualmente estou sem camisetas, apenas meu colete que mantenho comigo como um vago lembrete da civilização, não é problema ficar com tórax exposto já que de manhã o subsolo não é muito frio e a noite fico num lugar fechado com muito cobertores, encontrei objetos básicos e alguns de luxo para enfeitar uma sala de maquinas abandonada na estação em que durmo, raspo meu cabelo e barba com frequência e não perdi totalmente a minha sanidade nesse tempo, eu... eu acho, o subsolo é meu lar agora, os de cima não são bons, devem ser estudados e descartados, a família agora deve ter uns 100 membros ou mais não conheço todos, me banho com o máximo de frequência possível em lugares que consigo invadir na madrugada, até mesmo algumas casas. O celular pifou, roubei livros, bons livros e bons ratos... Igor, Esmeralda e Fernando gostam de histórias e Gertrude... Gertrude manda neles... tenho meus bisturis ao meu lado... a cada dia que passa eu quero subir, matar, preciso proteger a família e todos são perigosos para ela, todos são? São mesmo? Eu sinto uma coceira na nuca e uma sensação terrível de abstinência, meu corpo não descarta vírus em ninguém a algum tempo, eu quero infectar e sinto que tenho que ficar mais forte, para proteger a família. “

Thanks Tess
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Re: Capitulo 03 - Momento de Paz

Mensagem por Kaylla Y. Aha em 31.05.14 2:44






Doomwar: Run to the Hills




O Início: A Declaração

Era um fim de tarde em Nova York, no centro da cidade, havia um grande movimento de pessoas... Sim, eu me lembro, estava indo para um trabalho em um restaurante que tinha acabado de abrir, aquele seria meu primeiro dia como garçonete de lá, mas foi um grande choque o que aquela noite reservava não apenas para mim, mas para qualquer um que estivesse ali presente. No início, todos nós pensamos ser alguma promoção, uma propaganda exagerada, apelativa, financiada por um empresário inescrupuloso, de ambição maior que o próprio ego, mas não, não era. O rosto conhecido nos telões de propagandas dos luxuosos centros comerciais, televisores em exposição, celulares, aparelhos de som, todos emitiam as mesmas palavras, palavras estas que tornaria a vida muito diferente à partir daquele momento.
Enquanto prestava atenção nas palavras, ouço meu nome próximo, e me viro na direção de onde tinha ouvido... Eu me lembrava dele, claro, não havia como esquecer... O jeito incomum de se vestir, as olheiras, a forma como ele se expressava, lhe dava o aspecto de um personagem retirado das histórias de Shakespeare, ou um cidadão deslocado no tempo, saído de um dos países europeus do século XV, um cientista anacrônico, uma tentativa de reproduzir a mentalidade "iluminista" nos tempos atuais? Não sei... Mas ele fala sobre um lugar pra se esconder, e o melhor, me pede pra ajudá-lo:
"As coisas vão mudar daqui pra frente... Vai ser bom ter alguém me devendo um favor..." Pensava, refletindo sobre a possibilidade de uma grande catástrofe.
Um robô com a aparência de Doom passa acima da população, seguido de outros iguais, se tínhamos que fazer algo, era naquele momento. Aceno afirmativamente com a cabeça para Victor, acompanhando as pessoas que corriam assustadas, impulsionadas de forma cega pelo desespero. Somos barrados por dois robôs, automaticamente, a grande aglomeração de pessoas se dispersa para a esquerda, enquanto a loira que tinha ficado conosco segue para o beco à direita:
- Aonde você quer ir? Diga! Falo para Victor, já preparando para nos teleportar.
Av Ocean, Brooklyn... Sabia onde era, mas o plano dele de se esconder nos esgotos não me agradava muito... Er...
- Certo, vamos logo. Falo, pegando a mão de Victor, e já me concentrando para concluir o teleporte.
No momento seguinte, nos encontrávamos no Brooklyn, exatamente onde Victor havia indicado. Ajudei-o a levantar a tampa do bueiro, então o rapaz começou a descer as escadas, ele pergunta se não vou junto com ele...
- Não, vai você, eu te acho quando precisar. Falo, vendo-o sumir na escuridão do bueiro.
Ajeito a tampa novamente no lugar, para não deixar o esconderijo de Victor exposto... Sabia que poderia precisar dele novamente e, bom, ele estava me devendo o favor de tê-lo ajudado. À partir dali, era eu sozinha, em uma fuga contra Doom... Antes que alguns Doombots apareçam na esquina da avenida, rapidamente me teleporto para o mais longe possível que conseguiria ir naquele momento...

Rota de Fuga: O Caos

Berlim. Situação de caos total... Realmente era desesperador ver a capital de um dos países mais influentes da Europa ser tomada pelas tropas de Doom, os três dias que passei por lá foram um dos piores, talvez muito mais pela situação totalmente nova do que pela brutalidade com as quais as tropas rendiam os mutantes, ou mesmo prendiam aqueles que resistiam. A imagem que nunca saiu de minha memória, a mãe sendo morta por um tiro, ao tentar impedir um Doombot (sim, era dessa maneira que as pessoas os estavam chamando) de levar sua filha pequena.
Paris. Nada diferente. A capital francesa parecia sitiada por numerosas tropas, no entanto, os franceses são conhecidos por seu espírito particularmente patriota, uma herança da Revolução Francesa... Pensava que poderia encontrar certa resistência. Permaneci durante uma semana por lá... Nesse tempo, encontrei uma inglesa que servia de intérprete entre eu e um grupo de resistência mutante. O grupo foi capturado, incluindo a líder, que me amaldiçoou enquanto me via desaparecer, me teleportando para o mais longe possível.
Moscow. Forte resistência militar, espólios do arsenal soviético e um forte espírito nacionalista... Uma combinação ideal para fazer daquele império gelado uma pedra no sapato de Doom. Os grupos de resistência mais brutais e sanguinários que já vi, sem dúvida nenhuma, foram os russos... Certo dia, vi um soldado arrancar a cabeça de um Doombot com as próprias mãos, ignorando a descarga elétrica que o robô usava pra se defender... Poderia jurar que ele não era humano, até ver outro soldado do mesmo grupo, sem pensar duas vezes, quebrar o pescoço da mutante que liderava as tropas de Doom sem nem mesmo piscar. Era um dos únicos territórios que tinha percebido que a resistência iria durar por mais tempo... Em dois dias, as mídias declaravam a renúncia do presidente de seu cargo. Aprendi que os escravos de Doom usavam pulseiras... Já sabia onde olhar para caçá-los... Após uma semana em território russo, parti para meu próximo destino.
Teerã. Um regime político de Estado forte, baseado sobre fundamentalismo religioso, além de um poderoso arsenal bélico financiado pelas facções terroristas poderiam ser suficientes para manter um território seguro... Uma de minhas últimas esperanças começava a se esvair quando as mídias locais anunciavam avanços das tropas de Doom em direção à capital, e o "presidente" já levantava bandeira branca para negociar com Doom a soberania do país... Saí no mesmo dia em que cheguei.
Pequim. Última faísca de esperança... Um tirano deveria dar a vida por seu povo, tal como um lobo deveria proteger seu próprio rebanho de outros predadores, para que não lhe falte o alimento... Se o alimento dos tiranos é o poder, então o império chinês já fornecia seu alimento a Doom. Sem condições para permanecer mais que algumas horas e partir para a próxima parada.
Mogadíscio. Sem esperança alguma, mas ainda com alguma racionalidade, não havia motivos para Doom avançar sobre os países africanos centrais, local onde se acumulavam a miséria econômica diante de um mundo "globalizado" contrastava e forma aberrante com a riqueza cultural... A racionalidade escorreu pelos dedos quando piratas somalis famosos na região por possuírem poderes, apareceram portando as pulseiras de Doom...
Quando se acabam as esperanças, só resta sobreviver ou se entregar, o que podem significar a mesma coisa, mas não. Doom não poderia esticar suas mãos sobre o mundo, não dessa maneira... Se deus abandonou o mundo, não será Doom quem irá substituí-lo.

Sobrevivência: Momento de Paz

"Antibióticos... Antibióticos... Antibióticos... Aqui, achei!" Penso, guardando várias caixas dos medicamentos na mochila.
Tinha dificuldades para reconhecer as embalagens devido à escuridão do local... A farmácia já estava fechada a horas, e o horário da madrugada era particularmente perigoso para alguém na minha situação, a de alguém que estava roubando medicamentos.
*Clang*
Me viro assustada para verificar de onde vinha o barulho... "Mutante detectado. Identidade não confirmada." Sem pensar duas vezes, me teleporto às pressas de volta às galerias de leilões onde estava me escondendo já fazia algum tempo.
O lugar era isolado, distante o suficiente da cidade para ser considerado um local ermo e, portanto, um pouco fora da vigilância dos Doombots, mas próxima o suficiente para me teleportar sem escalas. Me abrigava em uma galeria próxima a uma saída dos fundos, onde dava para uma estrada com um motel há uns poucos quilômetros, onde poderia fazer uma fuga de emergência.
Desde quando havia voltado de Mogadíscio, totalmente arrasada pelas derrotas das resistências ao longo dos países, me concentrara apenas em sobreviver... Primeiro, me mantive em movimento por várias cidades, era uma estratégia de "não olhar pra trás". Me manter em movimento era uma forma de evitar as tropas de Doom, e ao mesmo tempo ajudar fugitivos, fazendo uma rede de aliados e contatos... Dessa forma, descobrira um grupo de mutantes que circulava em grupos, se abrigando em locais nos arredores de cidades, e fazendo incursões para conseguir suprimentos.
Isso me levou a uma segunda conclusão... O trabalho em grupo poderia ser muito mais fácil. Passei uma semana trabalhando com o grupo, e me distanciei. Os teleportes ficavam desgastantes com passageiros, a preocupação constante com outros membros, e própria dificuldade de locomoção eram problemas comuns no grupo, além das ocasionais discussões e desentendimentos entre os membros...
Desde então tenho firmado um pequeno esconderijo na galeria de leilão próximo de NY, onde tenho guardado suprimentos tanto para mim, quanto para algumas negociações com outros sobreviventes. Uma rede formidável de contatos, às vezes faço o transporte de outros sobreviventes, grupos de resistência, e até mesmo transporte de suprimentos para outros grupos... É dessa maneira que venho sobrevivendo durante esse último mês...


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Re: Capitulo 03 - Momento de Paz

Mensagem por Kylle R. Hanner em 31.05.14 15:29






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WAR

Há um mês: A Declaração.

Tudo aconteceu rápido demais para que eu me lembre de mínimos detalhes. Eu ainda estava meio grogue e sonolento. Quando a mensagem começou a ser transmitida na televisão de meu quarto, eu ainda estava dormindo e pouco me importando para o mundo exterior aos cobertores. Apenas virei-me, estranhando a televisão ter ligado, e comecei a ver o que se passava. Um homem utilizando um tipo de máscara de ferro, se intitulando como Victor Von Doom, que pretende dominar o mundo. Porém, ele acredita que somente mutantes e seres dotados de habilidades especiais podem habitar em paz neste novo mundo, exterminando aqueles que são uma ameaça para seu reinado. Provavelmente um novo comercial sobre um filme baseado em super-heróis famosos como o Quarteto Fantástico e os Vingadores.

Ledo engano.

Só me dou conta do acontecido quando escuto vários gritos vindos da rua. Quando levanto-me, um pouco hesitante devido ao frio matinal em meu corpo seminu, vejo pela janela vários mutantes que estão tentando fugir as pressas. A grande maioria nem se importa mais em esconder seus dotes, o que gera muito pânico entre os vizinhos. Por sorte, tenho dois pais humanos tranquilos que não estão querendo se meter nessas brigas Humano versus Mutante. Nosso vizinho policial, senhor Burns, está dando vários disparos com seu revólver em uma garota mutante que estava usando seus poderes para se proteger de um carro em alta velocidade enquanto atravessava a rua correndo. As balas simplesmente pairam no ar assim que se aproximam dela, enquanto ela se ajoelha e começa a chorar.

Só então, me dou conta da única desvantagem que tive em minha vida até agora: eu sou um mutante. Mas que bela bosta. Meu coração acelera, mas meu corpo permanece calmo, até minha mãe entrar tranquilamente pela porta de meu quarto, vindo atrás de roupas para lavar.

- Mas que desgraça! - Dizia minha mãe, provavelmente referente ao caos que está acontecendo na rua. - Ainda bem que não somos mutantes. Seu pai iria surtar se estivesse envolvido nisso. - E automaticamente, imagino meu pai, um cinquentão, lutando contra um mutante qualquer para defender sua família das novas ameaças que surgiram na rua.

Avalio novamente minha mãe, e percebo que ela está suando e um pouco trêmula. Não preciso ler sua aura para saber que está muito, muito nervosa. Bem, e com rasão. As tais tropas do tal Von Doom chegarão em poucos minutos para fazer uma espécie de varredura, e, tudo o que posso fazer é rezar muito. Ou, simplesmente me unir a causa. Olhando por um lado, a visão dele é excelente, e não discordo em nada. Realmente, nós, dotados de superpoderes devemos dominar este mundo. Somos a evolução da humanidade. O homo superior. Dignos de glórias e poderes incontáveis e inatingíveis por reles mortais.

Minha mãe sai de meu quarto, e então lembro-me de que eles são os únicos humanos com que realmente me importo. O amor que têm por mim é o tipo de coisa que jamais poderei retribuir em toda a minha vida. Caso as tropas façam algum tipo de mal a eles, sei que deverei protegê-los com todas as minhas forças, e tenho capacidade para isso. Só não sei se tenho capacidade contra Von Doom, na pior das situações.

Minha "paz" tem fim quando avisto vários robôs semelhantes a armadura de Von Doom tomando conta da rua. Vários humanos são tratados como nada, mas, aqueles que possuem um parente mutante e tentam protegê-los, são mortos brutalmente por interferir em seus caminhos. Alguns mutantes se rendem facilmente e aceitam uma espécie de pulseira metálica que Doom citou em sua mensagem. Outros, que se opõem a causa e até tentam impedir os androides, são levados como prisioneiros. Os que tentam resistir a prisão, são brutalmente assassinados como "merecem".

Começo a ficar de pernas bambas quando vejo os robôs se aproximando de minha casa. Rapidamente visto uma bermuda branca simples e uma camiseta regata. Estou descendo as escadas tropeçando nos tênis que coloquei de um jeito desengonçado. Não sei como reagirei exatamente aos robôs, mas provavelmente irei aceitar a pulseira e viver em paz. Quando abro a porta de casa e vejo dois robozões de mais ou menos dois metros se aproximando, tudo o que sei sobre meus pais perde o sentido.

Minha mãe passa correndo por mim, o que é estranho. Ela tenta avisar aos androides que não há nenhum mutante na casa, mas os sensores deles parecem discordar. Minha mãe tenta convencê-los de que é um engano, até que, numa tentativa de se aproximarem, eles são impedidos por uma espécie de cúpula que cobre nossa casa, que até então era invisível. Eles a analisam com cuidado, e, utilizando uma arma de raios embutida em seus braços mecânicos, com um único tiro a cúpula se estilhaça em vários pedacinhos luminosos.

- DNA mutante confirmado. Rendam-se ou sofram. - Diziam os robôs com vozes eletrônicas. O que me surpreendeu, foi saber que eles não estavam apontando suas armas somente para mim. O segundo robô estava apontando a arma para minha mãe também. Eles repetiram a mensagem, e então, minha mãe reagiu.

- Vocês não vão levar ninguém. - Disse ela, colocando-se a minha frente e proclamando um feitiço que eu conheço e uso. Então, um escudo místico surgiu diante de nós, separando-nos dos robôs. Meu pai veio correndo dos fundos da casa, e suas mãos pareciam carregadas como espécies de bazucas místicas. A cena seria cômica, se não fosse trágica. Ver meus dois pais quase na melhor idade lutando contra androides seria a melhor coisa que eu veria na vida. Mas muitas coisas precisam ser respondidas ainda quanto a isso...

Com um único tiro, o escudo que minha mãe projetou se desfez completamente, atingindo-a e a lançando três metros para trás, inconsciente. Vi meu pai correndo, disparando vários raios a partir de suas mãos, porém, ao atingir os robôs, eles pareciam reagir como se fossem simples cócegas. Eles atiraram nele também, lançando-o para dentro de casa. Ok, podem estraçalhar minha carne, quebrar todos os meus ossos, mas atirar nos meus pais é um grande vacilo.

Eu poderia atacá-los, mas meus poderes são totalmente inúteis ofensivamente enquanto estiver debaixo da luz diurna. Protaegun Mys'tichalo Nyxae pronunciei, criando assim um escudo semelhante ao que minha mãe criara, e então, corri até seu corpo inerte, tentando trazê-la para dentro de casa. Eles se desfazem facilmente do escudo e, andando calmamente em minha direção, começam a disparar contra mim. Os disparos lançam eu e minha mãe para dentro de casa. Sei que bati a cabeça com força, e que meu abdome está sangrando em algum ponto. Fora isso, tudo é apenas confusão.

Eles repetem várias mensagens gravadas, ameaçando-nos em seguida caso nos opusemos. Meu pai dispara vários raios novamente, um pouco grogue após receber o tiro. Ele sabe que não é páreo para eles, mas sei que ele está fazendo isso apenas para distraí-los e permitir minha fuga. Os robôs revidam, disparando contra o teto, que cai sobre nós consequentemente. Vários pedaços de madeira estão sobre mim, mas não estou muito aí. Consigo me livrar de uma estaca de madeira que se cravou no meu braço, não muito profundamente, e, aproveitando que estou debaixo da sombra de minha casa, torno-me intangível, atravessando os escombros livremente. Percebo que, meus pais não deram a mesma sorte. Um grande pedaço de madeira está cravado no centro da testa de minha mãe, e percebo que meu pai respira com dificuldade com uma estaca cravada na região de seu pulmão. Ele diz para eu ir, com uma voz rouca, até que o tiro do robô o silencia de vez. Não há sombra de dúvidas, que eles atiraram nos pais errados.

- É uma oferta muito tentadora, magnânimo supremo poderoso maravilhoso Von Doom. - Digo ironicamente para seus robôs, mantendo um sorriso bem falso. - Mas, digamos que eu já tenho um compromisso agora. Que pena. - O robô que havia atirado no teto atirou novamente contra mim, mas consegui me abaixar a tempo e recuar para a porta dos fundos, que levava para a garagem. Escuto os tiros que vão aos poucos destruindo as paredes de madeira de minha casa, fazendo uma trilha de destruição até ficarem próximas de mim. Entro no carro de meu pai que se encontra sem as chaves. Mas que bela bosta.

Abaixo-me de um tiro que atingiu bem o centro do para-brisas, aproveitando-me para tentar fazer uma ligação direta, para fazer o carro pegar. Um outro tiro atinge bem o centro do capô do carro, o empurrando para trás. O teto amassa quando percebo que um dos robôs acabou de cair sobre ele, e está disparando vários tiros. Quando levanto-me novamente, bato com a cabeça no teto que está mais abaixo. Vou demorar até me acostumar com isso. O carro dá a partida e logo ponho em marcha ré. Agradeço ao meu pai por ter me ensinado a dirigir enquanto ainda era vivo.

Saio da garagem com velocidade, derrubando o robô de cima do carro. Quando estou prestes a sair do terreno, um tiro empurra o carro ainda mais para trás, me levando em direção ao barranco que há atrás de minha casa. O carro capota várias vezes, até cair na auto-estrada que passa ali. Não sofri nenhum tipo de ferimento realmente considerável, mas o carro está bem avariado.

É o fim, penso, quando vejo os dois robôs de Doom pulando bem a frente do carro.

Há um mês: O Caos.

Estou fugindo dos robôs de Doom - Doombots, como estão sendo chamados por todos - há mais ou menos uma semana. Fugir daqueles dois Doombots não foi nada fácil. Acho que, criar campos de força místicos nunca exigiu tanto de mim como naquele dia.

Consegui carona com um grupo de mutantes que estavam tentando se refugiar também. Eles conheciam algumas rotas alternativas, mas assim que pedi para me afastar do grupo, eles foram atacados por Doombots logo em seguida. Por questão de muita sorte, era noite, ou seja, muita ausência de luz em maioria dos lugares. Com isso, consegui me espreitar por vários becos até chegar incognitamente no famoso Instituto Xavier para Jovens Superdotados. Quer dizer, pelo menos, o que restou dele.

E vagando em meio aos escombros do que um dia era a mansão dos X-Men, percebi que realmente estávamos diante de um verdadeiro apocalipse. O grupo que habitava a mansão X, não se sabe muito sobre o que aconteceu. Os Heróis Mais Poderosos da Terra simplesmente não deram mais as caras por aí. A S.H.I.E.L.D., na qual ouvi falar uma única vez, estava completamente fora de cogitação. Quarteto Fantástico? Quem são eles mesmo?

Tudo o que posso fazer neste exato momento é, me ajoelhar, apoiar a cabeça no meio dos destroços da mansão, e apenas chorar e me lamentar pelo futuro ainda pior que poderemos ter.

Agora: Momentos de Paz.

Neste exato momento, estou sentado no interior de uma estação de metrô completamente abandonada. Já faz mais ou menos um mês desde que os Doombots saíram espalhando o terror por todo o mundo, exterminando aqueles que não fossem superdotados ou que se opuseram a Von Doom.

As únicas coisas que tenho comigo é uma mochila com uma muda de roupas que roubei, algumas mais folgadas e outras mais justas, por não serem do meu tamanho. Consegui, com o passar dos dias, materiais para reformar uma espécie de uniforme capaz de se adaptar aos meus poderes que encontrei nos escombros da antiga Mansão X. Não é nada comparado ao do Homem-Aranha, mas é o suficiente para encobrir Kylle Hanner e dar vida ao Lobo Místico.

Não que eu use esse uniforme como um herói oficialmente, mas é o que uso para sair a noite atrás de suprimentos para viver no subsolo. Ouvi falar da boca de alguns mutantes, também refugiados, sobre uma tal Resistência de Ferro. Um grupo liderado pelo Homem de Ferro que está lutando contra as forças de Doom. Como eu queria estar neste grupo...

Mas não posso simplesmente sair de onde estou. Há também Victor, um cara que encontrei nos metrôs abandonados também. Ele é bem legal, apesar de possuir algumas manias estranhas depois que passou a morar no subterrâneo. Ele uma vez me contou sobre seus poderes. Vale lembrar que, Victor é o tipo de cara que você nunca vai querer do lado inimigo. Mas ele deixou bem claro com suas atitudes que, basta ser legal com ele que ele é legal com você. Eu apenas sou um pouco acanhado quanto a "habilidade" que ele possui com ratos. É o tipo de coisa na qual eu prefiro não comentar.

Mas, vivendo aos trancos e barrancos, escondidos dos Doombots e de todo tipo de ameaça que Von Doom possa nos oferecer, até que estamos bem. Hora ou outra consigo me espreitar nos restaurantes e roubar nosso café e jantar. Não é o melhor modo de se viver, mas fazemos o que podemos.

Ainda se passa em minha cabeça a ideia de me aliar a Doom, mas ainda sou hesitante quanto a isso. De qualquer jeito, um Doombot matou meus pais, e isso é irreparável. Concordo com Doom em quase todos os aspectos, e sei que ele seria um excelente líder para a raça mutante, inumana e o que for. Mas ele, a partir de agora, possui uma dívida comigo. Uma dívida que só pode ser paga com o seu sangue derramado.

Sei que, comparado a um ser que já teve o universo nas mãos algumas vezes, eu sou um mero grão de areia. Acontece que, sozinho, eu serei literalmente pisado pela grande bota de metal de Von Doom. Mas, se algum dia eu encontrar essa Resistência de Ferro, terei o prazer de me unir a eles e ainda faço questão de chutar o traseiro de Doom. Ele matou meus pais, e isso é um grande vacilo.

Mas enquanto não posso fazer nada, só me resta sentar e sobreviver do jeito que posso...

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Kylle R. Hanner

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Re: Capitulo 03 - Momento de Paz

Mensagem por Harkness em 02.06.14 23:45



Doomwar
?


A Declaração


Tudo rodava.. Meu estômago, minha visão, meus pensamentos...
Ainda tentando chegar na minha cama, viro o copo que estava pela metade preenchido com Vodka e sinto meu estômago se acalmar por alguns segundos.
Aquela noite havia sido extremamente difícil, eu havia sido obrigada a entrar em combate contra outro membro dos Carrascos para poder não perder a liderança do grupo. Tal situação era extremamente irritante, tanto que, depois de matar o garoto, tranquei-me em meu quarto na companhia de duas garrafas de vodka e Nosferatus.
Não me sentia mal pelo fato de tê-lo matado, o coitado era tão fraco que não iria sobreviver aos meus próximos treinamentos de qualquer forma. Mas a raiva que estava em meu peito, a afronta, o desafio.. tudo aquilo me deixava com uma sede maior ainda.
Mesmo tentada a sair pela cidade a procura de alguém para matar, decidi que o melhor a fazer era me acalmar e manter o controle, afinal, eu seria uma completa inútil se pegasse alguma doença devido ao meu vicio por tomar o sangue deles.(Das vítimas)
O dia havia amanhecido, e aquele brilho do sol só me deixava de mau humor. Sentia ainda os sintomas do álcool em meu sangue quando algo estranho aconteceu.
Um holograma do tamanho normal do meu Pai apareceu em meu quarto...

"Esta mensagem tem como alvo, mutantes e outros seres dotados de algum tipo de poder."

- AAAh - Não pude deixar de soltar um grito ao notar meu pai no quarto, afinal, eu não estava vestida. Corri para atrás do trocador e coloquei o primeiro roupão que eu achei.
Saí detrás do trocador e fiquei encarando meu pai tentando entender o que ele falava...
Por um breve momento, a ideia de ser apenas um holograma passou por minha cabeça, me aproximei, e não pude resistir a ideia.. Passei minha mão por dentro do Holograma que insistia em falar algo.
"O que diabos está acontecendo ? É o meu pai ?" pensava, enquanto ria da minha mão passando por dentro do holograma.
Andei em direção a cama e tirei o roupão novamente, me jogando sobre ela..
- Tenho que parar de beber - olhei para Victor e continuei - Não concorda ? -
Antes que o Holograma pudesse me responder, ele simplesmente desapareceu.
- Depois falam que eu sou mau educada - reclamei.
Antes que pudesse continuar a beber, ou simplesmente apagar, um vento forte soprou abrindo a janela.
- Mas o que infernos .. - Gritei, enquanto puxava o edredom para cobrir meu corpo.
Julio havia adentrado meu quarto pela janela e estava me encarando com cara de pânico.
- Qual é o seu problema ? Portas existem por um... - Não pude terminar a frase, pois Julio logo me interrompeu.
- Se não queria que eu entrasse, deveria ter fechado a janela - retrucou..
- Ela estava fechada. - Falei, enquanto me levantava enrolada no edredom e seguia para atrás do trocador novamente.
- Se estivesse, não teria aberto com o vento. - Ele deixou uma risada escapar por entre os lábios, mesmo ainda com aquela expressão que havia chupado limão.
Pedi que pegasse uma roupa no guarda roupas e por incrível que pareça ele escolheu uma roupa ótima .
Ele me explicou o que o Holograma havia falado, e quão grave era a situação para os mutantes.
Decidi que o melhor a fazer naquela situação era ajuda-lo, afinal, não poderia deixar meu pai matar o meu melhor amigo..
Antes que os robôs do Doom aparecessem na Mansão, saímos em direção a Irmandade onde Magneto já nos esperava com um jato e planos que eu possivelmente não concordaria em participar se não fosse o pedido do Julio e meu estado alterado pelo álcool.



A um mês atrás: O Caos


Ação, Mortes, Sangue...
Foram as promessas que me fizeram concordar com aquele plano suicida.
Depois de enfrentar algumas sentinelas enquanto ainda estava levemente alcoolizada e unir forças com o Magneto, Julio e Helena.. conseguimos salvar alguns alunos do IS e fugir num jato que encontramos no próprio IS que agora estava em ruínas.
Nesse meio tempo, fui ficando sã e me lembrei das palavras do meu pai na nossa ultima conversa.
" Eu definitivamente tenho que parar de beber" pensei, enquanto andava de um lado para o outro dentro do jato, inquieta, só pensava na estupidez que eu havia feito e como eu poderia arrumar isso.
" Como eu acabo fazendo exatamente o oposto do que eu deveria fazer ... "
Sentia uma certa frustração passar pelo meu corpo, e sabia que a depressão já estava para chegar.
"Preciso fazer esse jato cair, só assim não vou ter estragado tudo.. "
Aproveitei que a maioria estava cuidando de seus ferimentos ou dos ferimentos dos outros, e segui até a cabine do piloto.
Não foi difícil apagar o Japa que estava sendo o piloto, seu poder de tecnopatia era bom, mas pega-lo de surpresa realmente me ajudou muito.
Depois de colocar o Japa dentro de um armário cheio de materiais de primeiro socorros, segui para o painel principal..
- Como diabos eu faço isso descer ? - perguntei para mim mesma. O barulho de passos aumentava em minha direção, era óbvio que alguém estava vindo para a cabine e meu tempo se encurtava cada vez mais.
- Que seja.. - sussurrei, enquanto abria a parte de baixo do painel e começava a olhar qual fio cortar.
" As vezes não saber diferenciar cores atrapalha bastante " pensei, enquanto puxava todos os fios do painel.
O jatinho começava a sacolejar e em seguida começava a perder altura, os gritos daqueles mutantes me irritavam, lembrei de Julio na outra cabine, ele provavelmente tentaria impedir a queda, mas não teria sucesso.
Esperei até a nave se aproximar bastante do chão e usei meu teleporte sombrio para desaparecer por uma sombra da cadeira e aparecer algumas ruas antes.
Entrei em contato com o meu Pai, através de um Doombolt que seguia para o jatinho, mas se deteve na intenção de tentar me prender.
Ele me levou até meu pai que estava ocupado de mais para se importar com meu pequeno "engano" ...
Depois disso, passei a atuar na linha de frente das tropas do Doom, ele me passou uma lista daqueles mais importantes que deveriam morrer, afinal, eram perigosos demais para serem mantidos presos, e assim eu fiz.. atuando completamente como Carrascas dos Heróis.

Atualmente: Momento de Paz

Praticamente um mês havia se passado, e eu não conseguia acreditar no tédio que eu sentia.
A violência havia diminuído, as pessoas não tentavam mais se impor, todos os mutantes estavam andando na linha.. resumindo: Tudo extremamente chato.
Por um tempo, fiquei fazendo experiências em prisioneiros, tentando aperfeiçoar minhas técnicas de tortura, drenagem de sangue e cirurgia.
Confesso que a parte da cirurgia era nova para mim, mas eu havia realmente tomado um gosto por remover certas partes dos corpos e colocar em outros lugares.
Preocupado em perder todos os seus prisioneiros, Victor me mandou para o centro de NY, para poder agir em uma de suas delegacias.
"Finalmente voltarei a ação.. e não restarão sobreviventes"




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Harkness

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Re: Capitulo 03 - Momento de Paz

Mensagem por Julio Uchoa em 04.06.14 15:29

Momentos de Paz?
 
Eu tava com uma pista boa, um grande esquema na Latvéria, mas não podia simplesmente chegar lá bater palmas no castelo de Victor Von Doom e dizer: Oi, posso chutar teu traseiro de metal brilhante? Bem esse era o plano, mas agora...

Agora sou só eu...


Antes – A Declaração

A Mansão da irmandade é grande, grande e solitária, o vento bate nas paredes dos corredores, sobram sobre a velha tubulação da casa, lá fora o sol nem havia raiado ainda, tem algo me deixando apreensivo, pode chamar de sexto sentido ou de qualquer outra superstição, mas algo estava para acontecer, um furacão ou até um meteoro caindo na terra, Deus, como eu queria que não fosse um meteoro.

Uma batida da porta tira minha atenção dos meus próprios pensamentos, no momento pensei que era um refugiado ou outro qualquer querendo se unir a Irmandade, mas não era, era o próprio Magneto, ele queria ajudar, ele precisava, ele disse algo sobre o Dr. Destino tentar mudar o mundo, ameaças a todos os super-humanos e muita tortura e sangue.

“Destino, Destino, o Governante da Lata-velha, Latiu vela, Latiu na mãe da Velha, algo assim” eu penso, mas me lembro que conheço alguém de lá, alguém que eu posso confiar. Rapidamente pego um casaco e saio pela janela, como um raio estridente, saio pela janela, quase chegando ao meu destino, passando por uma praça com um telão o Destino mandando sua mensagem, impotente não podia fazer nada no momento, mas aquilo não ficaria assim, já tinha um plano traçado.

O já estava no local de meu destino, agora eu rezava pra isso ser só uma piada e um meteoro gigante está caindo sobre a terra, agora na mansão dos carrasco a janela que eu quero é bem visível, a única coisa que me atrapalha é ela estar trancada, isso nunca é um problema, uma rajada de vento marota arromba a janela e lá a vejo, sem rouba, meu rosto se cora e eu viro o rosto, Alexa resmunga. – Mas que infernos... - E se cobre.

Bufante ela exclama. – Qual é o seu problema? Portas existem por um...

Com um retruco e uma brincadeira falo. – Se não queria que eu entrasse, deveria ter fechado a janela! -

Ela saindo da cama enrolada no próprio edredom reclama. - Ela estava fechada. -

Continuei a brincadeira. – Janelas fechadas não se abrem com o vento. - Depois de tirar um riso da Rainha do mau humor, ela pede pra eu pegar uma roupa, eu pego a primeira que eu encontro no guarda-roupas dela, depois que ela se arrumou expliquei sobre, a mensagem do Magneto, o holograma, talvez tenha até falado sobre o meteoro, senti cheiro de gasolina saindo da boca dela quando ela aceitou, isso me deixou muito feliz, mas não era tempo, ela nos teleportou para a Irmandade onde o Magneto estava a nossa espera.


Antes – O Caos.

Os devaneios viam e iam, não me sentia bem, não estava bem quando a batalha começara, eu precisava de um pouco mais de tempo, tempo no qual eu não tinha, o sacolejo me incomodava, me fazia tremer na base, mesmo com mutantes e seres poderosos, aquilo me fazia ter aquele frio na barriga.

O Momento da luta chegou e com ele mais devaneios, devaneios fortes da perda do meu poder, o caos se espalhava pelo IS, muralhas antes construídas para manter os piores e poderosos mutantes agora, apenas tijolos jogados em meio ao terror que Destino havia nos sobrepujados.

Depois da batalha já haver começado eu voltei a mim, com a alma de um guerreiro fui para a linha de frente da batalha, negando a forma infantil do meu ser me impus contra os Doombots tendo como escudo apenas minha coragem, sendo o alvo principal senti balas e raios de energia destroçarem minh'alma e tirarem sangue da minha pele, usando o máximo de mim e com ajuda ganhamos e livramos temporariamente o IS das forças de Doom.

O meu sangramento foi tratado na nave, durante a volta para um quartel-general algo aconteceu, a nave começou a cambalear no ar, ela não se estabilizava, eu sentia que algo está extremamente errado, não dava atenção, o melhor pra mim naquela condição era descansar. A gravidade começa a falhar, a nave estava caindo, saí cambaleante até a cabine do piloto onde estava o Japonês que dirigia e a Alexa que o fazia companhia, abrindo a porta vi o “Japa” desmaiado e um portal de Alexa se fechando. “Ela me traiu?” Pensei com pesar.

Eu estava fraco demais para poder parar a nave que estava caindo, as preçes seriam em vão, o coração chorava, mas não era hora de lamentar por uma decepção, rapidamente abro a porta da aeronave, a pressão me lançou para fora, eu estava caindo como uma pedra, tentativas de voo não seriam em vão, tentei me estabilizar no ar, até que consegui, o Voo era difícil, mas me mantive firme até poucos metros do chão.


Agora – Momentos de paz. (A Canção esquecida)


Antes de tudo isso eu era um cara normal, antes de decidir ser “super”, eu passava os dias tentando resolver problemas normais, até quando eu ia no banheiro todo bagunçado sentava na privada e pensava: “Cara, como eu vou pagar essas contas?”

Vários “se” percorrem minha cabeça, se eu ainda fosse “o bonzinho?” “Se eu fosse normal?” “Se a sessenta anos eu tivesse morrido?” as coisas que eu me arrependo batem e ficando quicando nas paredes dessa sela, os gritos dos outros presos não me afligem mais, todos estão lá porque são apenas poderosos, porque são pedras no sapato de Victor Von Doom, mas não são tão perigosos para receber a morte, mas e eu? Eu não sou poderoso, eu sou a sombra de alguém que eu já fui um dia.

Durante o tempo que passei aqui nessa sela vi várias tentativas frustradas de fuga, tentativas erronias e ambíguas de conseguir de volta a “Liberdade”, mas se eles fugirem, pra onde iriam? Não existe mais lugares “seguros”. Ele conseguiu, transformou o Mundo.

O Planos não tinha funcionado da forma que eu queria, minha melhor amiga me traiu, eu estava só, provavelmente pessoas que eu tentei resgatar morreram por minha causa. Eu queria ser tudo menos a vítima indefesa, eu já tinha matado muitas pessoas por muito menos que o que Doom havia feito e só uma vez tentei me redimir, tentei fazer o certo e...


Falhei comigo mesmo.

Agora aqui estou, esperando, esperando algo ou alguém, esperando uma segunda chance de arrumar as coisas.

Não os deixe entrar, não os deixe ver, Seja um bom menino que você sempre precisou ser
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Re: Capitulo 03 - Momento de Paz

Mensagem por Osh em 05.06.14 12:37

Declaração.

As teclas eram digitadas com velocidade surpreendente. Na tela as letras, números e símbolos que corriam conforme os som seco das teclas poderia parecer até mesmo alienígena para quem não tivesse conhecimentos avançados na área da bioquímica. Para os que tinham, um arrepio se iniciaria na nuca, e terminaria apenas ao fim da lombar. O gelo que a sensação de terror de quem vê a morte se aproximar. Uma fórmula letal, feita para acelerar mutações nos genes humanos, quase sempre matando-os com muita dor.
Mas algo interrompeu os dígitos. Um rosto metálico surgiu no monitor. O digitador sussurra com esgar.
- Doom...
Assistiu até o fim a mensagem antes de voltar ao seu trabalho por mais tempo. Ele teria uma hora. Seguiria com seu trabalho e depois sairia de seu laboratório. Acontecesse o que acontecesse, era melhor estar do lado de fora, para evitar a possível destruição de suas ferramentas.
O olho atinge o canto do monitor e volta em velocidade assustadora. Era hora. Albert se levanta com calma e caminha até o patio da frente. Logo que os robôs aterrissam, mostrando o mesmo rosto robótico que era impossível não reconhecer.
--
As negociações falharam. Doom fez uma oferta muito generosa, mas Wesker não aceitaria a ideia de ser manipulado. A batalha contra os Doombots foi rápida e explosiva. Apenas uma falha em uma esquiva poderia ser a última. Mas ele nem pensava nesse tipo de coisa. Isso nunca aconteceria com um deus. Ainda enquanto destruía os bots, já calculava o que precisaria para acabar com Doom. Sem duvida sua maior dificuldade seria lidar com a magia.
Wesker abanava a mão devagar para limpar a sujeira mecânica de sua luva de couro. Os destroços dos bots no pátio. Ele precisava sair dali. Fez um backup de seus arquivos e desapareceu. Felizmente ele tinha um esconderijo onde dificilmente seria encontrado.

O Caos.

As maiores defesas, os maiores heróis da terra, caíam ante o poder de Doom. O mundo entrava em pânico. Os bons morriam, os indefesos tremiam. Mas Wesker não era dos bonzinhos, e ele nada temia. Era apenas um capítulo a mais na história que ele escreveria de seu novo mundo: O capítulo onde ele toma tudo que Doom possui e usa pela sua causa. Agora seria a hora da morte: enquanto o caos crescia, seria o momento de atacar Doom. Isso era o que pensaria qualquer idiota. Não. Doom estaria pronto para isso. Quando a poeira assentasse, ele baixaria sua guarda, e então Wesker faria seu movimento ofensivo, levanto o rei para a frente dos peões.
- Esse mundo ainda há de ser meu.

Momento de paz.

Doom havia conseguido por uma ordem marcial no mundo. As pessoas vivam com medo, e todos que pareciam ser ameaça eram jogados na cadeia ou mortos. Wesker tinha duas alternativas: confrontar Doom sozinho, ou conseguir aliados. Não que ele precisasse, mas seria bom ter alguém para criar distração. Novamente duas alternativas. Poderia conseguir ajuda com os mocinhos, ou poderia tentar dissuadir alguém do grupo de assassinos Carrascos. Eles gostavam de um pouco de caos, e sem dúvida a quietude instaurada deveria estar incomodando algum. O difícil seria convence-los a unir-se a causa sem delatar tudo a Doom em troca de favores. Já os mocinhos seria uma tarefa incrivelmente sem graça. Se apresentar, e ter os amiguinhos. Decidiu-se por fazer por partes. Levou algumas horas seguindo sorrateiramente um grupo pequeno de Doombots que patrulhava New York. Sabia que na cidade grande teria mais chances. O tempo de perseguição valeu a pena. Conseguiu ver um grupo de mutantes pegar os Bots em uma armadilha seguida de emboscada, destruindo-os. Calmamente apareceu frente ao pequeno grupo. A proposta era simples. Eles respondiam algumas perguntas, e continuariam vivos. Eles foram inteligentes e preferiram continuar vivos. Logo Wesker encontraria-se dentro de uma célula terrorista anti-doom. Tinham muitos planos, mas faltava audácia para eles.
- Eu tenho uma idéia de reforço para sua pequena empreitada, mas não pensem que estou fazendo isso para ajuda-los. Apenas pelo prazer de derrubar doom. Verei se consigo convence-los. Não entrem em contato comigo. Eu entro com vocês.
Sem mais palavras Wesker sai de lá com sua meta desenhada. Mantendo-se sempre calmo, ele iria agora para o local mais provável de se encontrar insurgentes, isso se boa parte deles não trabalhasse com Doom. Era uma aposta arriscada, e ele não gostava de imprevistos, mas se ele estivesse certo, teria um bom início.
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Re: Capitulo 03 - Momento de Paz

Mensagem por Imala Halona em 13.06.14 18:04


Em busca da resistência

Até os grandes caem...


A Declaração

Acordar as 7 da manhã nunca foi uma coisa fácil para mim, principalmente quando eu sabia o que me esperava no trabalho... Pilhas de louça suja, clientes repugnantes, chefe imbecil... Não era um motivo para querer seguir em frente, mas eu precisava pagar o meu apartamento!

Tomei o meu banho e fui ver TV antes de sair. Normalmente, a Tv me animava, mas hoje ela me assustou. Um homem com máscara de ferro e capa verde interrompeu a programação para falar que estava caçando todos os mutantes, e eu era uma mutante!

Fiquei com medo de sair de casa, mas eu precisava ir trabalhar. O meu chefe falou que se eu faltasse mais uma vez eu ia ser demitida, e se eu fosse demitida, perderia o apartamento. "Não tem jeito, você tem que ir"

Quando estava na metade do caminho, um bando de robôs, parecidos com o cara na Tv me atacaram. Tudo bem, tudo bem... Não era bem um bando no começo, depois que eu fiquei com 10 metros de altura eles chamaram reforços. Ganharam de mim... Nunca pensei que ia ser derrotada. Quando os robôs estavam prestes a me matar, um rapaz me salvou e me colocou em um carro. Desmaiei.


Saímos do carro com a "ajuda" de uma garota (bem, ela falou que o carro ia explodir, então eu acho que foi ajuda).

- Olha não é bem uma confusão. Só tem alguns milhares de robôs me perseguindo, nada de mais.

Digo em um tom sarcástico. Estava meio irritada. Irritada com a explosão do carro, com o odiador de mutantes, com a garota que fazia pouco caso! Argh! Respira fundo e relaxa...

- Algum de vocês sabem algum lugar seguro para mim? Não quero destruir o meu apartamento por causa de um robôs e um louco que odeia mutantes.

O Caos

Não bastava ser perseguida por robôs, eu tinha que sobreviver a um robô gigante. Que porcaria, fiquei durante um mês correndo dele com dois mutantes. Quando ele estava quase nos alcançando , nós decidimos nos separar, talvez assim fosse melhor. O robô acabou me escolhendo como a sua presa, mas por sorte fui resgatada por alguns mutantes rebeldes.

Momentos de Paz

Todos os mutantes estavam escravizados. Eu tinha que libertá-los! Enquanto nós tínhamos uma "paz momentânea" fui procurar algum grupo que iria se rebelar contra o governo do Dr Doom. Ouvi alguns boatos de que o homem de ferro estava planejando alguma rebelião, mas como achá-lo?


Day: Que dia é hoje?    Place: Voando no sétimo céu    With: Meu namorado imaginário    Humor: Loca loca loca                    Clothing: Link  
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Re: Capitulo 03 - Momento de Paz

Mensagem por Linus Wolfgang em 14.06.14 17:26



"Há males que vêm para o bem"
O lamento da Valquíria (Parte 1)
 


Antes – A Declaração

Era segunda feira, um dia comum, a sala estava meio bagunçada. Havia uma pilha de documentos na mesinha de centro que devia ter preenchido no dia anterior.
Liguei a TV e coloquei no canal de notícias da cidade, como fazia todas as manhãs para saber de ataques mutantes ou de meus próximos alvos.
A xícara de café em uma mão e na outra digitava no notebook que apoiava no colo,confortavelmente acomodada entre as macias almofadas do sofá.
Arquivos e mais arquivos. O número de alvos parecia ter duplicado da semana anterior.
As telas ficaram negras, ao mesmo tempo, como se houvesse um apagão ou um pulso eletromagnético e aos poucos ia surgindo a figura de um rosto conhecido: Dr.Doom.
Já havia lido bastante sobre aquele monstrinho ambicioso, mas o que diabos estaria tramando? Havia invadido todos os canais, chequei um por um, além de ter interrompido a conexão com a Reexistence,o que me levou a crer que nada era tão seguro.
Sua voz era grave e metálica. Nunca havia escutado, já que apenas tinha acesso a imagens, e a lista da Reexistence não continha seu nome como uma ameaça, mas como um possível aliado.
Tirei a TV do mudo. Se Doom teve todo aquele trabalho, eu devia julgar se merecia tal atenção.
Esta mensagem tem como alvo, mutantes e outros seres dotados de algum tipo de poder. Sei onde vocês vivem, onde se escondem, conheço os seus familiares, em resumo sei muito sobre vocês. Vocês são os únicos que possuem alguma capacidade superior aos demais mortais, os únicos que poderiam pensar em oferecer alguma resistência a mim. Porém será inútil lutarem contra mim, sendo perdas desnecessárias... Agora vou direto ao ponto,  irei governar este mundo e torna-lo um lugar melhor, irei colocar em cada um de vocês isto -  Ele mostrou uma pulseira metálica, a principio não era nada demais, porém se tratava de Doom, não de um vendedorzinho barato do canal 10.
Ela garantirá que nenhum de vocês usem os seus poderes para ir contra a minha vontade, podendo usar apenas para outros fins. Os que se opuserem contra isto serão severamente punidos.
Aquilo era uma ameaça? Minhas mãos já formigavam com a energia, de modo que até pifei o monitor do notebook, jogando-o para o lado, vendo meu reflexo na tela apagada.
De certa forma, todos os que sofreram namão de humanos tomam dois caminhos: os de cães, que tentam agradá-los, seja para serem aceitos por eles ou para serem aceitos por si mesmos ou os lobos que não aceitam correntes, que mostram suas garras e dentes e vão caçar. Doom, assim como eu, talvez não aceitasse muito bem afrontas.
Aos descrentes, saibam que possuo amostras de cada um de vocês, para garantir que ela vá funcionar com todos, estas foram colhidas ontem.
Mas como?  Eu sempre fui uma meticulosa perfeccionista quando estava em missão!
Tomei um gole do café que já estava frio,o que me fez fazer uma careta e limpar a boca com a outra mão.
Ai... tsc..— aquela mesma mão que eu havia feito um pequeno corte com a faca, ontem, enquanto preparava o jantar e aquela gata do Kyo havia arranhado a minha perna... Foi isso!
Quando fui até o banheiro procurar um curativo e voltei a faca já estava limpa, fincada na tábua, separando a cabeça do corpo do peixe. Macabro, mas desnecessário.
As minhas tropas estarão se dirigindo aos seus locais para levar os que pretendem se render e eliminar os opositores. Vocês possuem 1 hora, a partir de agora. - A mensagem se encerrava as 7:23.
Bem,  devia admitir que seria divertido amassar a cara de alguém logo de manhã, mas ao mesmo tempo queria saber qual era o plano. Qual o motivo de reunir tantos mutantes? Uma revolta definitiva? Eu não perderia isso por nada!
Levantei-me animada, com um sorriso de canto a canto. me agradava saber que finalmente as coisas iriam mudar por aqui.
Era o que eu pensava enquanto vestia meu uniforme da Reexistence, ajustando-o ao corpo e colocando o coturno preto . Peguei a katana, Valquíria,  de cima da cama e ajustei ao cinto, com a bainha, que fez um som metálico  do deslizar de sua lâmina ao tirá-la da mesma.
Olhei-me no grande espelho da parede, transformando-me e estendendo as asas como se espreguiçasse, recolhendo-as em seguida e sentando numa cadeira confortável na sacada, com uma das mãos na nuca, e as pernas cruzadas, aguardando a escolta, mas aquelas últimas palavras afiadas cortavam meu ego: "se render"
Linus Wolfgang jamais se rende. Isso significaria uma derrota, e não ia aceitar novamente alguém mandando em minhas ações como um tirano, que chega assim e "tudo bem".
Os Doombots chegaram. Nunca havia lutado contra robôs antes. Minha Katana fez bastante estrago, até consegui derrubar um, mas a desvantagem numérica e o fato de meus conhecimentos em pontos fracos humanos devido ao ninjutsu eram inúteis eu tive que fugir, como a luz do sol em seu último suspiro num anoitecer sombrio. Ferida, com aquele ódio que só crescia. Eu farei com que pague por isso, Doom.

O Caos

Quase toda a Reexistence se aliou a Doom. Eles estavam pelas ruas como ceifadores de sua antiga realidade. Eu via o terror nos olhos dos humanos. Aquilo não parecia certo,mas não queria me meter , por enquanto.
A verdade era que eu estava adorando aquilo tudo. Talvez até agradecesse Doom algum dia.
Humanos até tentaram resistir, uns poucos, e foi sangue pra todo lado. O que me fez lembrar de um filme engraçado, de um sujeitinho dançando na chuva, todo " serelepe". Era como eu me sentia, mas as semanas foram passando.. E eu que não ligava, passei a ver, aos poucos, através da minha utopia.
Até os mutantes se escondiam, com medo. Ele não queria aliados. Pude ver, finalmente, e de uma rebelde criação passei a entender o lado humanos, justo quando estava entre feras.
Despistar Doombots era quase uma arte. " Agora você vê, agora você não vê mais", era teoricamente fácil, já que teleportava como um relâmpago e num piscar de olhos já estava a mil quilômetros dali, tirando as vezes que me acertavam antes, claro.
Não importava para onde eu fosse, não conseguia fugir de um simples fato: Eu estava errada.

Atualmente: Momento de Paz

"Há males que vem para o bem". Tsc! Frasezinha maldita! Já estava irada com aquela perseguição, miséria, caos...
Liderava um trio de rebeldes e levávamos armas e outros suprimentos para o povo no subterrâneo, derrubando Doombots quando podíamos, até que meus aliados foram caçados e mortos, um por um, mas lutaram até o fim.
Com minha katana, Valquíria, embainhada em minhas costas e uma arma nas mãos, eu sabia que podia fazer algo mais útil que alimentar a desgraça sob uma coroa sangrenta.
Minhas roupas estavam rasgadas, pelas batalhas que já havia travado, todos os meus uniformes estavam terríveis, mas não ligava muito. Já nem me importava mais com o que era ou não era coisa de humanos. Eu só sabia que sangrava e sofria como todos eles, abatida pela sombra do tirano, contemplando uma inevitável verdade.
Eu queria SER mais.
Havia escutado rumores pelas ruas, de uma tal resistência de ferro, mas nem tinha sinal de nenhuma manifestação de tal grupo.
Onde estão os heróis?

POST: 004  ✖ Música: Motörhead - Ace of Spades

@Lilah
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Re: Capitulo 03 - Momento de Paz

Mensagem por Jack Frost em 21.06.14 3:58





Iceborn








I Hate Computers, But…


Ninguém acorda num belo dia e imagina que o mundo esta condenado a se tornar a caixa de areia de Doom, mas no fundo, bem no fundo era extremamente previsível, um planeta inteiro cercado por tecnologias, computadores e satélites, locais inóspitos sendo observados a quilômetros de distancia por maquinas e num planeta onde alguma mente perturbada pode descobrir onde você esta num estalar de dedos e de quebra saber quantas vezes você vai num banheiro ao dia apenas com uma verificada no computador então era fácil imaginar que algum dia um supervilão com grande controle tecnológico tentaria dominar tudo, sim, é claro que também existem heróis com habilidades parecidas ligadas a tecnologias, mas eles obedecem a sensos de ética e livre arbítrio não atribuídos a ditadores egocêntricos sem valor a vida, a meu ver Doom é do tipo de pessoa que queimaria tudo no planeta para se tornar o Imperador das Cinzas, genial, porém irracional perante sua própria ganância e ambições infundadas, mas vamos ver onde o super gênio vai nos levar.

Quando Doom resolveu se pronunciar eu tinha acabado de ajudar o Dr. Holz num parto de dificuldade considerável, mas que havia terminado com parcial sucesso, depois de impedir que uma hemorragia matasse a mãe e entregar os gêmeos para outra enfermeira que estava limpa e pronta para cuidar deles tive que socorrer o pai que havia desmaiado no processo, sinceramente não conseguia imaginar como ele conseguiria voltar a se deitar com a esposa depois de ver aquele “portal feminino” se tornar um buraco negro reverso regurgitando um bebê careca e sujo de sangue ligado com um tubo grosso de carne ao interior da mãe (Ele só viu a saída do primeiro), mas sou uma daquelas pessoas que foram amaldiçoadas a não entender e nem apreciar o calor do corpo de uma mulher então eu nunca entendia, mas ver aquela cena parecia aumentar o animo de certos homens em se manter casados e fieis ou até amar ainda mais as suas mulheres, sinceramente sentia inveja delas em alguns momentos.

Foi quando me limpava quando ouvi o pronunciamento de Doom, eu estava ocupado demais e pensativo demais para prestar atenção em cada um dos detalhes, mas consegui ouvir o suficiente, o tio Von Von estava interessado em dominar o mundo mais uma vez, criar a sua sociedade utópica unindo tudo no planeta, ele iria prender nas pessoas pulseiras para controla-las e iria punir aqueles que não fossem a favor de sua sociedade “perfeita” e sinceramente não me abalei com isso, inicialmente a primeira coisa que pensei foi “Quem será que ajudou ele?” porque sinceramente não acho mesmo que um único homem tenha conseguido material e poder o suficiente para dominar o mundo, muito menos no tempo que ele “prometia” dominar, de forma alguma eu conseguia entender como ele faria isso já que mesmo com todo o controle tecnológico que tinha ainda existiam os heróis e para piorar, ele alegou que tinha roubado nosso código genético para bloquear nossos poderes, isso era ridículo e muita gente teria que estar ajudando ele para que isso fosse possível, provavelmente muitos vilões e países emergentes interessados em igualdade econômica e social com o resto do mundo, Índia, Rússia, Brasil, China talvez até mesmo o Chile apesar de não acreditar que Doom tenha se lembrado do meu país natal, enfim em todo seu pronunciamento digno do Livro do Apocalipse cristão ele informou que daria as pessoas à chance de se juntar a ele, de serem cidadãos em seu novo mundo e algo me diz que é de se esperar que os maiores vilões do mundo pudessem aceitar a proposta, então...

Welcome Robots, Welcome.


Não tardou para que os robôs de Doom chegassem a Nova York logo após o pronunciamento, era plausível, era possivelmente a Ilha que mais abrigava super alguma coisa no mundo, era super herói, super vilão, super fugitivo, super ladrão, super Homem Aranha, super fulano tentando fingir que não tem poder e muito mais e o Hospital estava lotado, quem trabalhava nele não podia simplesmente largar moribundos, crianças, gestantes e baleados a sua mera sorte e eu não tinha motivo para temer, se Doom queria mesmo criar uma sociedade do jeito que ele parecia querer criar atacar de forma agressiva um hospital seria uma coisa muito burra e eu tive razão, o exercito de Destino se colocaram em todas as entradas e saídas do hospital e um breve pronunciamento se iniciou:

“Médicos, enfermeiros, pacientes e qualquer outro humano ou mutante que esteja presente nesse Hospital, não entrem em pânico, vocês terão entre 24 horas para se apresentarem na região da frente do Hospital, aqueles que não estejam aptos a se locomover ou se pronunciar de alguma forma não serão cobrados ainda de tal ato, o sistema de informática do local já esta em nosso poder então não pense que podem esconder informações de nós, desde já agradecemos.”

O anuncio foi seguido de diversos murmúrios e eu me tornei um dos responsáveis em manter os pacientes e seus acompanhantes calmos, na companhia de alguns outros enfermeiros como Rachel que eu havia combinado de sair para um bar hoje a noite (Valeu mesmo Doom, seu estraga noites) ou Max, um rapaz judeu (Apesar de que eu achava que todo mundo naqueles hospital ou era judeu ou era descendente de algum)  que eu tinha uma terrível “quedinha” e que tinha se tornado um grande amigo meu desde quando comecei a trabalhar naquele lugar, tínhamos que conter pais aflitos, crianças chorando e vez ou outra um soco na cara, até então ninguém havia saído do hospital e era fácil ouvir pessoas gritando, algumas para atacar os robôs, outras para fugir por algum lugar e outras querendo se entregar e quando o caos havia se instalado no ambiente e a quantidade de enfermeiros,médicos, guardas e funcionários dispostos a conter os pacientes era muito menor do que a de pessoas em estado de surto coletivo resolvi intervir, peguei o microfone usado pelas moças da recepção para fazer chamadas e falei:

- O pessoal, é melhor esfriarem a cabeça ou eu esfrio na força.

Quando parei de falar soprei contra a cadeira móvel ao meu lado, ela então foi congelando como de costume quando usava aquela habilidade formando pequenas estalactites e elevações de gelo então a empurrei para o meio do salão de espera.

– E é melhor que vocês não pensem que isso é tudo, eu posso ir ai e transformar todos vocês em picolés humanos.

Certamente havia chamado à atenção que precisava e todos me encaravam assustados principalmente meus colegas de trabalho, talvez até com medo.

- Não se assustem, não comigo, precisamos manter a calma, fugir ou atacar não é a melhor escolhas...

- Então vamos nos entregar?

Alguém me cortou de forma abrupta, talvez já estivesse esquecido que poderia fazer um pico de gelo atravessar a bunda dele.

- Talvez sim, talvez não, não sabemos ao certo o que esta acontecendo la fora, mas o anuncio foi claro, eles querem que nos apresentemos ou certamente entrarão em ação, nós não temos armas e eu não acho que o que eu faço é bom o suficiente contra Doom e sequer sei se tem outras pessoas aqui com habilidades uteis contra eles, eles também possuem nosso sistema, não existe alternativa para nós.

Respirei fundo então dando uma pausa para por a mente em ordem, não existia alternativa, era ir até eles ou ficar sitiado ali até que os recursos acabassem ou os robôs atacassem, olhei Rachel que parecia não entender o que estava acontecendo, ela sempre foi boba nesses quesitos e subitamente ser ameaçada por Doom e descobrir que seu “amiguinho fofinho” como ela costuma me chamar pode criar e manipular gelo talvez fosse informação demais para ela e depois olhei para Max, aquele magrelo de olhar compreensivo e doce que me fazia sentir-me como se toda a maldade do mundo fosse passageira, como se a noite você pudesse deitar na sua cama e saber que amanhã não haveria problema algum, como se ele soubesse que tudo o que eu fazia tivesse um motivo no fundo bom e que parecia que nunca me julgaria e sempre me apoiaria se eu tivesse fazendo o certo, aqueles dois eram apenas alguns no lugar que me deram força para seguir minha ideia.

- Eu vou la, vou me apresentar para os robôs, irei ver o que eles querem ao certo e vou ver como eles vão reagir, vou informar a vocês se tudo estiver certo.

Dei uma ultima olhada em Max, queria beijar seus lábios judeus e bagunçar seu cabelo negro, ele também me olhou e pude ver em seus lábios um “Obrigado” e um sorriso tímido comum dele, mas depois ele se virou para ajudar uma criança que parecia perdida, Rachel tentava explicar aos pacientes o que eu estava fazendo, talvez fosse mais esperta do que eu pensava, passo por passo eu me aproximava da saída, mantendo guardado meu pequeno medo de maquinas, alguns olhares desconhecidos me davam apoio, outros demonstravam medo, terror ou nojo, mas eu não me importava, aqueles olhares eu vi minha vida toda, quando a porta se abriu com minha presença dei dois passos a frente, a noite já era presente no local e eu podia ver e ouvir pessoas reagindo ao robôs, não era bonito, mas também não era problema meu principalmente quando a maquina se aproximou de mim e então percebi, percebi que eu não me importaria em me aliar a Doom, não me importaria de me aliar ao Mercenário, ao Octopus ao Osborn ou a Mística, todo mês eu matava pessoas para me manter vivo, eu era a balança, eu matava e eu salvava, fora do Hospital  talvez eu realmente fosse um vilão e esse não era o problema e para proteger aqueles que estivessem meu lado eu mataria o mundo.

- Eu sou Benjamin Wedge, o Nascido da Nevasca.

AVISO: A seguir a história ira seguir um rumo um pouco mais sombrio e perturbador, recomendo que pense duas vezes antes de continuar, talvez você como a maioria daqui esteja pensando "A, eu sou incrível e não vou ter nojo de nada" então ok, bom para você, não estou dizendo que sou um escritor impecável de torturas, só estou sendo cauteloso e amigável o suficiente para pedir que tome cuidado porque não quero ouvir reclamação mais tarde.

NÃO ABRA SEM LER O AVISO:
Please, don't...

Um mês havia se passado desde o episódio de dominação mundial do Doutor Doom, ele havia dado a oportunidade para as pessoas, a chance de aceitarem a nova sociedade utópica que ele havia criado ou de morrerem tentando impedi-lo e sou obrigado a falar que eu realmente teria morrido se tentasse fazer algo contra ele, não tinha muito que poderia ser feito e mesmo que tivesse com que motivo eu faria? Meus pais e o resto de minha família moram no Chile e o único motivo cujo Doom poderia se interessar por aquele país era pelos seus incríveis observatórios astronômicos e talvez aos laboratórios de pesquisas, então como previ Chile tinha sido pouco afetada pela invasão de Von Von, a minha maior preocupação em Nova York era manter a mim mesmo e algumas boas pessoas que havia conhecido seguras, Max e Rachel, por exemplo, e eu poderia oferecer a Destino os meus serviços, então o fiz.

Depois de ter adquirido a inconveniente pulseira e depois de algumas semanas servindo para Doom provei algum mínimo valor e me tornei um dos responsáveis por uma das delegacias do Brooklin, meu dever era simples, manter a ordem, a calma e a justiça além de caçar e descobrir sobre possíveis movimentos rebeldes que poderiam trazer novamente ao caos, em geral eu fazia o meu trabalho com certa calmaria, não era injusto, tentava resolver problemas menores como furtos e vandalismo da forma mais diplomática possível informando aos familiares do acusado, dando advertências e coisas do tipo, eu não era tão mal assim a ponto de trancafiar pessoas por terem furtado um biscoito e com o passar dos dias acabei me tornando famoso na região por ser simpático com as pessoas, por ser educado e por me envolver com os moradores da região, uma vez tinha visto que é bom para o povo ter alguém do "poder" entre eles, ajudando-os então eu fiz isso, ajudava a parar brigas e a velhinhas a atravessar as ruas, eu tinha como meta manter a paz no Brooklin e deu certo boa parte do tempo, mas há três dias duas pessoas foram levadas para a delegacia, indícios mostravam que estavam relacionadas a formações de resistências e eu tinha uma fama um pouco mais sombria com os chefes das outras delegacias que largavam os seus casos mais complicados em minhas mãos, então era para mim que eles enviavam quando precisavam de informações.

Em instalações subterrâneas da delegacia onde eu trabalhava quatro salas não muito grandes eram postas uma do lado da outra formando um enorme quadrado, poucas coisas eram existentes naquelas salas que tinham de ligação uma a outra um buraco na parede bem perto do teto onde era possível ouvir o que se passava do outro lado, mas não era possível ver a menos que você tivesse mais de 2 metros, agora duas daquelas salas estavam ocupadas, uma com um jovem rapaz de cabelos encaracolados e pele amorenada, ele já estava com a pulseira que segundo o relatório impedia que ele usasse a sua Pirocinesia, seu corpo atlético era atraente e chamativo e era mantido nu, a sala devia estar nos 8º Celsius e compartilhava a temperatura com a sala ao lado onde havia uma moça de cabelos ruivos e pele extremamente branca, ela não tinha poderes, mas foi aprisionada junto do rapaz sendo acusados de incitação a violência e suspeita de rebeldia.

Thiago Garcia, o rapaz pirocinético estava amarrado numa cadeira de ferro no meio da sala, em sua frente, como eu havia pedido estava uma televisão desligada e um aparelho DVD com o filme que eu havia pedido colocado ao seu lado próximos a tomada da sala e também um balde cheio de água pendurado no teto a alguns centímetros acima da cabeça do latino, ele me encarou feio quando entrei na sala, feio de um jeito meio charmoso, talvez ele não tenha gostado de me ver dançando e cantando baixinho “Americano” da Lady Gaga ou talvez não tenha gostado da minha roupa térmica com pele de raposa em suas extremidades, enfim ele me encarava muito, parecia estar vendo uma aberração.

- Oi bonitin...

- Não vou contar nada. – Ele me cortou.

- Não faça isso novamente e sim você vai, você vai porque é homem e é fraco e vai também caso queira que a sua amiga fique viva. –

Enquanto eu falava ele começou a olhar para o outro canto da sala, apertava suas pernas de uma forma que seu enorme “membro” ficava arroxeado, ele também mantinha todo o seu corpo de forma rígida, parecia tentar proteger seu corpo contra mim.

- Não seu imbecil, não vou machucar você. –

Disse enquanto me aproximava.

- Você vai apenas conhecer um mundo novo.

Então liguei a televisão e coloquei o DVD, demorou um pouquinho para iniciar, mas quando começou o característico som de crianças cantando inundou a sala e o rapaz acabou rindo, Barney, o dinossauro roxo do capeta se apresentava dançado cansativamente com a música repetitiva aos fundos e o rapaz ria possivelmente da minha cara, deve ter achado que seria fácil então aumentei um pouco mais o volume, o bastante para se tornar irritante só que não o suficiente para abafar o som que viria do quarto ao lado e então subi na cadeira onde ele estava amarrado pisando em seus testículos para tirar uma fita que tampava um buraco do balde acima da sua cabeça, a partir desse momento gota por gota cairiam na cabeça dele e escorreriam sobre o seu rosto e seu corpo num frenesi irritante e só então ele começou a perceber que aquele dia seria um dos piores de sua vida.

No quarto ao lado havia Elizabeth Willians, tudo indicava que era a namorada do Garcia, jovem e bonita estava também nua na minha frente e sua belas sardas preenchiam seu rosto charmoso e seus belos seios graúdos além de seus interessantes pelos pubianos avermelhados, bonita e exótica, uma delicia para muitos gostos, na sala dela as coisas estavam diferentes, a luz era mais fraca e só havia uma mesa de metal próximo a ela e a única coisa ligada na tomada daquela sala era a furadeira que descansava  no chão, ela me olhou com o canto do olho, parecia desacreditada ao ver aquele que seria o seu torturador.

- O que foi? Acha mesmo que todo torturador precisa se vestir de preto e parecer mal?

Mas ela não respondeu, apenas abaixou a cabeça, talvez estivesse cansada já por alguma coisa, me aproximei com passos largos até ela e puxei sua cabeça pelos seus cabelos.

- Não durma agora, eu preciso que grite.

Naquela noite Elizabeth não seria mais a mesma, a lamina passou pelos seus deliciosos e rosados mamilos deixando apenas um ferimento no lugar com sangue escorrendo, um cabo de metal frio como o ártico atravessou seu “portal” rasgando seu útero de forma brutal, sua língua e suas orelhas rasgadas e costuradas novamente em locais diferentes, seus olhos perfurados por agulhas que injetavam tintas alegres em seus globos fazendo os queimar de dor e doses e mais doses de adrenalina sendo injetados em seu sangue para deixa-la acordada e acima de tudo gritando, gritando para que o rapaz ouvisse.

Havia uma fraqueza natural dos homens, de quase todos os homens, eles almejam salvar as mulheres, é natural, quando um homem que não seja um psicopata ou um sociopata houve uma mulher gritando ele sente curiosidade, um impulso irracional de ajudar, sei disso porque é um dos principais motivos de terem tanta relutância em permitir mulheres em guerras, os grandes comandantes as vezes tinham medo que a presença de uma mulher fosse atrapalhar ou pior, ao ver uma mulher sofrendo os soldados do gênero masculino poderiam ceder mais facilmente, ouvir uma mulher chorando é uma maldição para qualquer homem, agora depois de estar acordado a 24 horas com gotas de água caindo em sua testa ouvindo Barney com a luz tão estupidamente acessa pode detonar a mente de qualquer um, jogado em sua cadeira Garcia parecia estar tão ruim quanto sua parceira estava em seus últimos momentos de vida, seus olhos estavam vermelhos quase sangrando e sua língua sangrava realmente, aparentemente ele havia tentando arrancar ela para se asfixiar e morrer e possivelmente não se debateu até cair no chão porque a cadeira estava presa, mesmo depois  de entrar ele só olhou para mim depois de eu desligar a televisão, sua saliva se misturava com água e sangue secando sobre seu tórax malhado, provavelmente sua cabeça ardia e doía como se o inferno se instalasse nela, seu “órgão” estava murcho escondido entre suas pernas arreganhadas enquanto urina pingava da cadeira, fazia três dias que ele não se alimentava, fazia dois que eu só entrava na sala dele para encher o balde de água, fazia um que Elizabeth jazia morta na sala ao lado e eu apenas repetia uma gravação que havia feito dela gritando inclusive quando a furadeira atravessava seu pulmão esquerdo. As fezes deixavam o local horrivelmente fétido enquanto o próprio rapaz parecia apodrecer vivo, seus próprios dejetos estavam corroendo sua pele enquanto alguns animais também haviam mordiscado seu corpo.

- Onde esta o seu grupo e quem faz parte dele? –

Perguntei e então depois de 2 minutos sua boca se moveu, é assim que você quebra a mente de um homem, existem formas piores, existem formas melhores, mas assim também é útil, ele só queria que aquilo parasse, eu não o deixaria morrer se ele não contasse o que eu queria e ainda naquele dia a informação foi dada para um esquadrão que encontrou eliminou ou prendeu os antigos parceiros do casal que eu havia quebrado corpo, mente e alma naquelas salas e depois de toda a ajuda deles um pico de gelo deu fim na lamuria de Garcia, ninguém mais sabe o que acontece ali, ninguém sabe o que eu realmente faço ali, mas eu faço e faço para proteger aquela nova sociedade que Doom criou, faço para proteger aqueles que merecem, mas depois que tudo havia terminado, depois que ensaquei os corpos e pedi para que tirassem os do local, depois que as salas ficaram limpas prontas para novos hóspedes sai da delegacia, me sentei na porta do local e me pus a chorar, algo entrava em combate em minha mente, o que eu fazia era certo? Sera que eu exagerei? Quem estou tentando ajudar? Quem sou eu quando estou naquelas salas? Então chorei, chorei com dor por aqueles dois que havia destruído, mas também sentia raiva por terem se metido em assuntos que não deviam se meter, minha confusão foi então interrompida por uma mão que se encostou em meu ombro, uma senhora que passava ali com parcial frequência me olhou nos olhos, minhas lagrimas embaçavam a visão, mas ainda assim conseguia enxerga-la e então ela falou:

- Não se preocupe rapaz, os seus problemas vão chegar ao fim, tudo vai melhorar.








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Re: Capitulo 03 - Momento de Paz

Mensagem por Helena Diamond em 03.07.14 22:03

 


Corvos Brancos
 


A um mês atrás: A Declaração

Lá estava eu novamente. Acabei de tomar meu banho e estava apenas enxugando-me com a toalha de algodão importada que parecia sugar perfeitamente a água que escorria sobre o meu corpo. Dessa vez eu apenas me silenciei e procurei não esquecer de enxugar o que fosse em mim. Levei minha mão em direção ao meu roupão de banho e me cobri fazendo um laço em minha cintura. Deixei que meus cabelos molhados se repousassem sobre a peça de banho e quando eu menos esperava ouço um barulho forte da porta de minha suíte fechar. Essa não é uma boa hora de perturbar uma garota. Fui em direção a pia e peguei a adaga que estava repousada  sobre a mesma. Empurrei de leve a porta e deixei que ela se abri-se sozinha enquanto eu me esgueirava sobre a parede para me esconder de possíveis tiros. Aaanda...

- Desculpe-me senhorita. Eu não tive alternativa. A única chance de sairmos desse local com vida é se nos ajudarmos...

Senti que ele tentava recuperar o fôlego que foi obrigado a desperdiçar. E nesse momento revelei-me ainda armada, meus olhos fixos no homem de estrutura alta, moreno e com um corpo de dar inveja. Vestia um uniforme específico que eu não reconheci. A calça manchada com o mesmo tom que cobria parte das botas. A mancha era sangue...

- Está sujando o piso de minha suíte particular. - Apontei com a adaga prateada. - Espero que tenha uma boa desculpa para invadir minha privacidade dessa maneira. - Fiquei com um pouco de pena, visualizei sua camisa rasgada que revelava um peitoral magnífico, muito bem trabalhado na academia. - E então?

Ele ficou assustado e foi obrigado a olhar para o chão, só para depois fixar o seus olhos verdes penetrando os meus. Era um telepata e invadiu minha mente para demonstrar um pouco do que ele havia presenciado. Dos amigos que perdeu, da nova guerra que ocorria contra os mutantes, para mostrar-me a face do único terrorista que arquitetou todo esse plano. Mas ao tentar isso tudo que eu podia ver era um borrão verde e prata, alguns raios elétricos e nada mais. A visão parou quando ouvimos gritos de várias pessoas ao nosso redor. Corri para olhar pela janela e vi a praia de Angras dos Reis agora repleta de androides, máquinas ou seja lá o que for. A mancha de sangue ao chão, fogo e cadáveres espalhados por todo lado. Apenas meras máquinas foram abatidas. Elas prevaleciam contra a resistência.

- Que diabos é isso? - Perguntei procurando entender a situação.

- O que você acha? É mais um maníaco querendo dominar o mundo. Não existe mais heróis, nem líderes de grupos mafiosos, não existe mais um que possa oferecer resistência. Você é uma mutante excelente e a mais próxima que eu encontrei... - Ele parou e me olhou espantado. Percebi quando eu virei. Ao invés de se aproximar como ele estava fazendo ele recuou vários passos. - Você é a Lorde Imperial do Clube do Inferno.

Percebi que o meu título o intimidou bastante. Então ao invés de dizer algo eu apenas me abaixei e empurrei a cama, afastei algumas tábuas de madeira retirando-as do lugar para enfim revelar uma passagem secreta que eu iria usar após matar o proprietário do hotel. Ao invés de pular o encarei e percebi que acima de seu umbigo havia um corte semelhante ao que eu encontrei acima de meu seio enquanto eu tomava banho. Só não o matei por que ele ainda poderia ser de grande utilidade.

- É verdade, também acertou ao dizer que juntos poderíamos escapar. Você também já deve saber que eu nunca fui descoberta. Então se quiser mesmo fujir telepata... Dei um sorriso malicioso, rasguei o travesseiro e peguei uma mapa. - Me siga! - Pulei no buraco.

Ele me seguiu e não disse sequer uma palavra, procurou apenas fazer com que os comunicássemos telepaticamente. Pulamos para um caminho que levava as linhas de esgoto da cidade, similar aos boeiros onde os Morlocks se escondiam nos EUA. Eramos guiados por um mapa e pelo telepata que sempre se guiava nas mentes que eram perdidas nas batalhas acima de nós, não demorou muito até encontrarmos um local seguro. Uma construção interditada a vários quarteirões longe dos 'campos de batalha', como eu preferi chamar os locais onde ocorriam a luta contra as máquinas de aparência humana.

Era ali uma organização secreta. O telepata mencionou em minha mente que eles estavam traçando planos para resgatar os X-mens. Porém da maneira como estávamos vestidos... Uma mulher de roupão e um modelo que veio diretamente da guerra do Iraque. Querendo se juntar a organização improvisada contra Doom, arqui-inimigo do planeta. Sem contar que queremos dar a impressão que somos perigosos...

A um mês atrás: O Caos

Nem dava pra acreditar que me aceitaram junto com o telepata gostoso no time que se auto-intitulava os Corvos Brancos. Eu agora com roupas e tudo me preparava para voltar novamente ao nosso refúgio. Após a cansativa luta contra os sentinelas, eu com a ajuda do escudeiro do telepata ficamos na responsabilidade de cuidar dos feridos. Eu estava próximo a Julio cuidando dos seus ferimentos e como eu não tive paciência em passar pomadinha ali, costurar um corte aqui, fazer curativo lá... Fui logo na base da granada estilo, Fire Wanna Rall. Não sei como se pronuncia essa frase. A fumaça benéfica curava com mais rapidez e não precisava dessa besteira toda de enfermeira sem experiencia de trabalho.

O voo ia conforme o planejado a não ser por uma turbulência que quase me fez cair e eu me segurei de olhos fechados numa base macia com ondulações. Confesso que estava meio frio e liso, o que me fez abrir os olhos rapidamente e notar que era o telepata em quem me esbarrei e meus lábios quase se encostaram nos dele. Levantei-me rapidamente resmungando e fui atrás de Julian que saiu antes de terminar a seção de cura e purificação. Fiquei vermelha por um momento e quando cheguei a cabine do piloto e vi a líder dos carrascos atravessando um portal. Julian surpreso sem reação, o japa inconsciente ao lado da cadeira.

A raiva invadiu minha cabeça. Eu não sei pilotar essa melzinho! A única chance que tive foi me transformar em indestrutível, não literalmente, eu apenas coloquei minha capa vermelha com capuz. O que me fez parecer a 'Chapeuzinho Vermelho' e o meu lobo, o telepata junto com os outros provavelmente morreria. Apenas esperei tudo desabar... O fogo... As vítimas... A traição vinda de uma líder dos carrasco a qual eu deveria ter matado antes de conhecê-la...

Atualmente: Momento de Paz (Resistência de Ferro)

Não sei onde estava, trocaram minhas roupas, me limparam e isso me assustou. Não sabia quem poderia ter feito isso. A sorte é que eu ainda estava viva; e pra minha surpresa alguém estava do outro lado esperando que eu voltasse a ativa. Não era o telepata, era o Homem de Ferro, sem a armadura. Aquilo em seu peito era inegável. Ele estava com uma maleta e abriu a minha frente, eram minhas armas ali e uma aliança?

- Essa aliança não é minha. Não sou casada. - Olhei para ele, homem feio. - O que quer de mim, eu só aceito se for uma bela quantia...

- Essa aliança não é do seu marido, aquele modelo? - Ficou sério. - Ele morreu... Sinto muito. - Continuou. - Se quiser vingar a morte do seu amante Lorde Imperial, aceite a proposta que eu te faço. Se una a mim e outros mutantes da Resistência de Ferro. Venha conosco destronar o Victor Von Doom.

Não tinha outra alternativa. A resposta era simples e concordei com a cabeça. Estava preparada. Coloquei a aliança em meu dedo. Só para fingir, querido. Nunca fui sua e nem você meu.... Agora era só esperar as ordens e executar.

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Re: Capitulo 03 - Momento de Paz

Mensagem por Victor von Doom em 19.07.14 10:46

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Re: Capitulo 03 - Momento de Paz

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