Diário de Julio Uchoa.

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Diário de Julio Uchoa.

Mensagem por Julio Uchoa em 24.05.14 16:59

O Peso da minha história.
 
Como explicar, onde minha história começou, começou na verdade há muito tempo, eu era um estudante normal, um garoto até então que tinha um futuro instável, até então eu era um dos favoritos de 5 irmão, minha história fica meio fria no outono, quando todas as folhas são sopradas pelo vento até um local longínquo de sua arvore.


Em meados de outubro de 1943 eu estava voltado para a casa depois de estudar na biblioteca local, bem, eu morava em Ravenna, uma pequena cidade na republica da Itália fui atacado por soldados nazista, foi onde meu primeiro poder foram descobertos, como uma forma de defesa involuntária coloquei meu braço contra meu corpo para tentar afastar-los e do nada uma especie de ventania os fez voar, voar para longe, aquilo me deixou desnorteado, mas fiz meu caminho de volta para casa.


Ao chegar na entrada da pequena vila onde eu morava vi, não havia sobrado nada, tudo havia sido queimado, minha família, meus irmãos, meus conhecidos, todos viraram cinzas, suas casas e suas memorias se foram com as cinzas que ainda em chamas voavam na minha frente.


Durante o resto daquele dia fui perseguido pelas tropas nazi, de uma hora pra outra tudo que eu conhecia veio ao chão, como uma muralha que caí sobre minhas costas, foi um peso maior que eu poderia carregar, então quando eu achei que tudo estava perdido e quase para ser morto pelos meus perseguidores encontro um acampamento cigano, eles me trataram, cuidaram de mim, me regeneraram, mas aquilo logo acabaria também.


No quarto dia no acampamento fomos atacados, em questão de segundos vi tudo se queimar também, meu coração pesava, os olhos enchiam de lagrimas, naquela época eu era apenas um garoto, não podia suportar ver tudo desmoronar de novo, tudo que eu tinha passado, era um castigo ou provação, séria culpa de homens ou uma divindade estava apenas fazendo uma brincadeira sem graça comigo, naquele momento não poderia ter certeza, apenas queria que tudo acabasse.


No terror do momento tentei fugir e acabei em uma tenda, a tenda era habitada pela moradora mais velha do local, meu coração pesou em pensar que ela poderia vim a falecer, meu coração pesou mais quando eu pensei em todos que me acolheram, todos que já haviam falecidos, aquilo foi apenas o que eu queria para reunir formas para me reerguer, iria usar os meus novos dons para proteger aquela velha indefesa.


O coração parava lentamente de doer, a rajadas de vento afastavam o fogo e os soldados da tenda da senhora, quando a voz dela fala já cansada. - Jovem, parece que você carrega o mundo nas costas. - A Senhora já caquética faz a observação enquanto na luta eu me encontrava. Com um responta rápida e certeira como um tiro eu a retorno. - Eu carrego. - A Senhora reunindo suas forças estende sua mão na minha direção e continua. - Como faz? Como faz para suportar esse peso? - Já sem lagrimas para chorar pelos mortos a reposta foi clara e objetiva. -Eu me curvo. -


A mão da senhora exerceu um brilho, aquele brilhou parou o tempo, de uma forma estranha aquele brilhou me salvou, salvou minha alma, na época eu acha que ela tinha me teleportado para um lugar diferente, talvez outra dimensão, mas não, ela havia me enfeitiçado, sua habilidade havia me transportado no tempo, para os dias atuais onde fui recrutado para fazer parte da X-factor, mas isso é história para outra hora.



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Re: Diário de Julio Uchoa.

Mensagem por Julio Uchoa em 14.07.14 23:14

O Peso da minha história.
 
Apos a minha chegada conturbada no “futuro”, eu não vi que não estava mais na Itália, nem mesmo na Europa eu estava, me encontrava nos Estados Unidos da América, eu me vi fluente na língua inglesa, mas, falando italiano como alguém que nunca tinha ouvido falar sobre a Europa, uma das coisas que me deixaram perplexo.

Ao que tudo afirmara, aquilo era magia, pura e negra, o ano era de 2012, até então eu nem sabia se o mundo iria durar até, mas, miraculosamente ele durou. O tempo se foi passando, eu morava nas ruas, prédios abandonados e até em abrigos, as coisas não mudavam para mim e também tinha os poderes, eles vinham aumentando, ficavam mais fortes e perigosos.

Durante meses eu ouvia vozes, ecos e conversas, dava vontade de chorar, conforme o tempo ia passando meus poderes iam se aflorando e até mesmo uma gota de água que caia causava uma dor aguda de cabeça, os poderes de fonocinese começavam a se aparece bem fortes.

Um dia, durante uma caminhada nas grandes ruas de Nova York um grito me perturbou, o grito veio de um prédio cujo a partir do 3 andar, o prédio era grande, provavelmente uns 10 andares, o incêndio se espalhava até o 6. Eu conseguia ouvir gritos de crianças, elas estavam no quinto andar, eu conseguia identificar do andar correto onde eles se encontravam, era algo estranho que nem mesmo eu sabia como controlar.

Sem pensar duas vezes fui correndo em direção do prédio, pulei as muretas de proteção com as fitas de fiquem longe e adentrei o prédio, lutando para me manter acordado, lutando para fica por de baixo da fumaça, não temi por minha vida, mais por um minuto temi pelas crianças.

A Presença do perigo a cada andar que eu subia se tornava mais eminente, as chamas se tornavam mais intensas, queimavam meus pulmões por fora, a fumaça me fazia lacrimejar, as escadas eram pura fumaça, ao olhar para cima o preto acinzentado, a visão turva não ajudava, com muita dificuldade eu cheguei a escada do quarto para o quinto andar.

As força que eu quase não tinha foram o suficiente para rasgar parte da minha blusa e fazer de mascara, a mascara improvisada não filtrada toda a fumaça mais dava para respirar um pouco melhor. Assim que cheguei ao andar em que os gritos viam tudo estava em silencio, mas, mesmo assim, era possível ouvir alguns gemidos, baixo devo dizer, continuo vinham de um apartamento espaçoso, as paredes totalmente negras me mostravam que o fogo provavelmente havia começado lá.

Entrei no apartamento e fui direto para o banheiro, lá os gemidos se originalizaram, cambaleante escorro-me na pia tentando as encontrar, o banheiro não é pequeno devo dizer, tinha lugar para um box de vidro e uma banheira, a fumaça já não me deixava ver as coisas direito, continuei até chegar a banheira, abri a cortina lentamente e olhei para baixo.

Deitada na banheira tinha uma moça, não mais velha que eu na época, ela estava deitada de peito para cima em e em cima dela coberta pelos braços da jovem tinha uma garota, deve ter uns cinco ou seis anos, o rosto da criança estava escorado no tórax da jovem que relutantemente estava lutando para se manter acordada. Com minha ajuda, ela sai da banheira, eu peguei a criança no colo, escorando o rosto dela no meu peito, seguro a jovem firme em meus braços e as tiro do banheiro.

Ao sair do banheiro me deparei com a porta completamente tomada pelas chamas e sem chance alguma de passarmos por ela. Fazendo uma prece em baixa voz me aproximo da sacada do apartamento, os nervos a flor da pele não eram aparentes, mas, por trás do jovem herói tinha uma criança amedrontada pelo fogo e pela dor.

Eu perguntei para a Jovem. – Você confia em mim? – Ela instintivamente respondeu. – Não! – Não era a resposta que eu esperava mais não tinha tempo, ou eu agia agora ou todos nós morreríamos. Segurei a garota e a jovem com toda a força possível, a chance era de uma em um milhão, mas, me joguei da janela do quinto anda experiência de cair era um incomodo, mas eu sentia que eu podia mais. No momento em que a jovem começou a gritar pela queda eminente formos caindo cada vez mais lento, até que chegamos ao chão intactos.

Sem tempo para dar explicações para repórteres e policiais voei de novo, dessa vez propositalmente e de uma forma desajeitada, voei alto, mas acabei caindo em um beco, num monte de sacos de lixo. Lá fui encontrado e recrutado para fazer parte de uma equipe chamada X-Factor.



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